29 de julho de 2009

Em Compasso de Espera.


Nem tudo nessa vida é fácil. No caso de vida de Vira-Latas então, imagine. Na última postagem eu estava na iminência de operar, mas aconteceram alguns contratempos que adiaram meu plano. Alguns bons, alguns misteriosamente incógnitos no futuro, e outros um pouco ruins até, mas nem tanto.

Pra começar, a dieta de restrição de gordura funcionou melhor do que o esperado. Numa última visita ao veterinário de confiança, o doctor me garantiu que se eu mantivesse a dieta numa boa, sem abusar da substância, podia protelar a entrada na faca até um momento mais propício.

Um esquema para fazer a operação num hospital onde uma amiga trabalha foi por água abaixo. Ela tinha gentilmente oferecido para me pôr na lista do hospital público onde trabalha, por conta do chefe dela ser especializado no tipo de cirurgia que eu ia fazer, e segundo ela, o cara é fera, e que no circuito particular ele cobra caríssimo. Agradecidamente, tinha dito a ela, quando da oferta, que era uma ótima idéia e que por mim, sem problema algum entrar na faca lá no hospital dela. Sem frescura nenhuma... Se é pra correr risco numa mesa de operação, que seja num matadouro do estado, emoções fortíssimas!!!!

Acontece, que no meio do caminho, enquanto eu decidia datas e acontecimentos da minha vida, a criatura resolve não ser mais minha amiga. Não, é claro que não é simples assim... E como sempre, eu vou precisar de outra postagem para explicar esse caso em específico. E como sempre, eu acabo devendo mais explicações que explicando. Mas isso já faz parte do meu show.

Na verdade essa postagem é mais uma daquelas que a gente faz nas horas vagas, pra não dar impressão que a coisa aqui tá abandonada. (Até parece que convence)... mas, fazer o quê? Sou brasileiro e não desisto nunca.

Voltarei, e se possível, mais em breve do que dessa vez. E com explicações, aí sim, o osso vai ficar mais saboroso.

29 de abril de 2009

Adeus Vesícula


Minha vesícula está condenada. Vai ser arrancada, já me despeço da coitada. Depois de uma vida comendo porcarias altamente calóricas, me alimentando com gordura animal em profusão, junk food aqui e ali, e todas essas coisas que um Vira-Latas consegue encontrar enquanto fuça por aí afora, eis que aquelas crises de estômago que eu andava tendo ano passado revelaram sua verdadeira face.

Já estou marcando a operação, deve acontecer nas minhas férias, que deixei pra tirar no meio do ano, apesar de vencidas em fevereiro. Só que aí no meio dessa história de operação e férias vai ter mais novidades do que se possa pensar. Mas isso é assunto pra outra postagem. Nessa aqui o assunto é a vesícula prestes a partir dessa pra melhor. Eis que uma coisa de boa tudo isso trouxe.
Tomei vergonha na cara, de dezembro pra cá, tenho me alimentado melhor, fiz um corte considerável na ingestão de gorduras, o que fez com que a incidência de crises diminuísse drasticamente. E de brinde, nessa brincadeira eu já perdi uns 6 a 8kg de lá pra cá. E isso sem me sentir pressionado a perder esse peso de fato. Não foi uma dieta pra perder peso, foi pra melhorar a alimentação. A perda de peso foi uma consequência.

O legal é que foi uma mudança de alimentação na qual eu não senti drama algum, e que aparentemente vai dar pra manter como sendo o default pra mim mesmo depois de operado. Qualidade de vida que aumenta, peso que diminui, enfim... essas coisas saudáveis que o Vira-Latas aqui não era muito acostumado. Até que tá valendo.

20 de abril de 2009

Tanta Coisa de Outubro pra Cá...



De outubro pra cá, rolou um namoro rápido e estranho (por vários motivos), um rompimento mais rápio ainda, mas nada estranho, um reencontro, uma proposta, uma decisão e um mergulho de cabeça. Vira-Latas reafirmou veementemente sua vocação de não bater palmas para maluco dançar, e agora está ensaiando passos para ser o próprio maluco dançarino da vez. Estranho? Pode parecer à primeira vista, mas depois de explicado, creio que ficará mais fácil entender. Já adianto que nessa postagem vai só uma parte da novela... Depois vêm mais capítulos. É bom que assim eu vou refrescando as coisas na mente também. Titio VL não é mais nenhum adolescente, tem que pôr as idéias em dia aos poucos porque senão embaralha tudo e a exatidão padece.

Outubro passado, iniciava eu um namoro com uma moça tão complexa quanto atraente. Sim, e o que é pior, a moça não se achava nem complexa, nem tão atraente assim. Suspeitei desde o princípio, diria o Chapolim Colorado. Mas como eu não sou o Chapolim Colorado e a moça tinha atributos bastante desejáveis, embarquei.

Eis que era a moça egressa de um relacionamento longo, recentemente desfeito. Eis que o relacionamento tinha filhos no meio, um só, pra ser mais exato. E eis que o ex era do tipo chato. Resumindo, santo forte que eu tenho, pra mim não pegou nada, durante os 3 meses que durou. Mas que a existência do ex-croto era um fator de encheção de saco constante no MEU namoro, isso lá era. Digamos que o ex-trupício era um mestre na arte de deixar a moça mal com suas atitudes, o que refletia inevitavelmente na forma com que ela encarava todo o resto. Até aí, natural, até aí o seu narrador aqui sabia do que tratava esse tipo de situação e se colocava como ombro de apoio, sem o menor problema. Só havia um porém nessa história toda. A moça, como eu já tinha sugerido aí mais pra cima, possuía uma séria dificuldade em admitir que as coisas externas, quaisquer que fossem, a afetavam. Qualquer um pode imaginar que esse tipo de negação gera problemas de entendimento, tanto pra quem nega quanto pra quem convive diretamente com quem a pratica. Sem contar que como era de se esperar de uma pessoa que tinha saído de um relacionamento longo e mal ajambrado recentemente, ainda havia milhões de barreiras, neuras e inseguranças a resolver. Isso é natural, não a culpo por estar assim. É o tipo de situação que se fosse vista de fora, e não como participante, seria muito mais claramente identificada. E como eu estava dentro (aliás, a parte do [mau sentido mode on]dentro era ótima, diga-se de passagem) não vi que ela não estava ainda em condições de levar uma relação, pelo menos não comigo, não do jeito que eu sou, não do jeito como eu gosto de me relacionar.

Daí que isso, aliado a certas posturas assertivas demais, que não combinam com meu jeito normalmente tranquilo de resolver pendengas relacionamentais, foi gerando um certo grau de stress muito atípico pra um namoro de 2, 3 meses. Entre outubro e dezembro, aceitei o argumento e o aviso prévio (atitude nobre, admito) de que as coisas seriam complicadas por conta do cerco do ex-croque. Mas, passado esse período, após breves montanhas-russas de encanto e decepção, a coisa começou a ficar chata pra mim. E isso é algo que liga vários sensores no meu mecanismo de autopreservação. Num certo dia, pouco depois de completos 3 meses... uma briga idiota por uma situação extremamente desagradável e errônea, que foi elevada aos mais extremos graus de exagero e paranóia, que demandou horas ao telefone para chegar-se a um termo, deixou meus humores já em pandarecos. Eis que dois dias depois, mais uma vez assuntos particulares do lado de lá criaram uma situação ridícula, o que me causou uma crise forte de dor de estômago.

Nada me tirava da cabeça que me relacionar com uma pessoa capaz de sozinha, me deixar com dores físicas, não estava nos meus planos. Terminei ali, naquela noite. Não antes de ter que ouvir de uma pessoa que tenho a forte impressão de que nunca tinha tomado um pé na bunda antes, que eu "iria me arrepender e pediria para voltar"... Nessa hora, apesar de toda a dor que sentia, ri por dentro. E ri alto. Estava ali comprovado, que realmente, em 3 meses essa moça não se preocupou nem um pouco em me conhecer.

Questão foi, rolou um certo prazer sim, ao mandar a moça passar no RH pra acertar as contas. Digo isso, visto que pra alguém que tinha o costume de ser constantemente cortejada, o que pode gerar normalmente uma postura de se achar a última coca-cola do deserto, foi interessante ver a postura marrenta de "vc vai querer voltar" pro meu lado. Isso, no fim, não teve preço. Cara, eu sou bom. Mas quando a pessoa consegue a façanha de fazer com que eu não goste mais eu sou mau pra cacete.

7 de abril de 2009

Retomando esta Birosca

Vou retomar daqui porque sinceramente, nesse meio período entre a última postagem e essa não ocorreu nada tão digno de nota assim. Tá, tudo bem, na verdade ocorreu, mas são coisas que não dá pra falar numa postagem só. Pra atualizar os conteúdos eu vou ter que retomar e reclassificar diversas coisas que no momento não estou a fim.

Tá, tudo bem, não é nem questão de não estar a fim, mas são assuntos tão diversificados que não há condições de se falar tudo de uma vez só. Vou retomar do post anterior, só pela graça do "antes e depois" no quesito saúde...

Bom, alguns exames, meia dúzia de crises, 2 gastros e 1 clínico geral depois, descobri que tenho cálculos na vesícula e que o totó vai ter que entrar na faca. Mas nada dramático, me disseram que aquela intervenção dos 3 furinhos resolve (lembrar de agradecer a quem inventou a videolaparoscopia). Entrei numa dieta de corte de gorduras a pedido do último médico que me atendeu, (o coroa tem nome de circuito de fórmula 1), o saldo positivo da brincadeira é que entre a última postagem deste blog e a atual 8 indesejáveis quilogramas desprenderam-se dessa carcaça. Tomei vergonha na cara, parei de entupir minhas artérias com mais gordura que o necessário, e no badalar dos sinos, não sinto nem tanta diferença assim. De algumas coisas até dá saudade, mas independe. Reafirmo aqui minha capacidade de me desapegar de coisas desnecessárias. Ah, deve fazer um mês que eu não bebo também... Outra coisa que não fedeu nem cheirou, sinto mais falta do lado social da coisa do que do lado orgânico.

Bom, segundo o médico com nome de circuito de fórmula 1, tenho que fazer as taxas do fígado baixarem, que estavam altas por causa da gordura... Quem aí pensou no termo "bebum" vá tomar na tarraqueta... Então é isso, atualizei a situação médica do VL de outubro pra cá, mais pra frente venho falar das outras coisas.

7 de outubro de 2008

Após o Stress...

Bom, passou o período de intensidade trabalhística. Passou o stress que acomete o escritório toda vez que pinta evento grande com muita peça pra produzir. E desta vez, além do prazer do dever cumprido, a velha vida dura , feia e boa de porrada desse vira-latas que vos escreve se encarrega de me deixar com uma nova amiguinha: uma provável gastrite.

Reúnam 3 semanas de prazos apertados, trabalho até as 22:00 como rotina, péssima alimentação em horários nada recomendáveis, clientes que já não entregam mais materiais aos 45 do segundo tempo... não, isso é coisa do passado (a onda agora é entregar quando o juiz já apitou o fim do jogo, e os jogadores já estão no chuveiro, acreditem se quiserem). Com isso tudo nas mãos, é claro que a experiência científica a que se convencionou chamar de "minha vida" iria apresentar alguma anormalidade em algum momento, isso é evidente.

Bem, foram 3 crises do tipo, acordar no meio da madrugada e perambular pela casa como um fantasma simplesmente porque dói menos que ficar sentado ou deitado. E olha que eu nunca pensei que iria achar o termo "rolar na cama" algo ruim. Sorte do au-au aqui que o plano de saúde que o pessoal lá do trabalho colocou recentemente, apesar de ainda em período de carência, já autorizava atendimentos emergenciais.

Na terceira crise, não teve jeito. Nem andar, nem pular, nem meter o dedo na garganta e vomitar até as tripas... Corri prum endereço que me deram lá no centro levando a cópia do contrato do plano e fui atendido. A garota que me aplicou a IV era bonitinha. Pegava toda hora. Depois que o negócio fez efeito, eu dormi lá, sentado numa salinha... encostado na parede. Agora, é marcar um médico pra depois do vencimento da carência e ver qual é o nome do treco que eu tenho.

Façam suas apostas, senhores... Tá valendo de gastrite até câncer de estomago (Deus me livre), passando por dispepsia, úlcera estomacal, e outros bichos mais ferozes... Bom, só depois da famigerada (e aparentemente inevitável) endoscopia eu vou saber mesmo qual é o prêmio.

Mas nem tudo são dores na vida do VL... Tem coisas boas acontecendo, mas isso eu vou contar depois!

8 de setembro de 2008

Trabalhando que nem cachorro...


Porque eu não tenho vindo aqui? Tô trabalhando que nem um cão.

21 de agosto de 2008

Falta de Educação dá nisso...

Deu n'o Globo (pra ser mais exato na coluna Gente Boa do Joaquim Ferreira dos Santos):

"A Secretaria Estadual de Educação firmou parceria com a Furacão 2000 (!!!) e vai lançar um festival de funk (!!!) para alunos da rede pública. Finalistas mostrarão as músicas-sempre com temas ligados à sexualidade na adolescência-em bailes matinê. Tereza Porto, a secretária de educação que promove o concurso, começa a se ambientar (!!!) no assunto. Sábado, vai ao baile no Castelo das Pedras: "Quero me informar (!!!) e estudar a linguagem (!!!)".

•••

Observação: os "(!!!)" não são originais do texto, mas sim frutos da perplexidade deste que vos escreve.

11 de agosto de 2008

Um Ladrãozinho Safado, um Falso Ladrão...

Desde sempre eu afirmei que o vira-latas é um sobrevivente. Que é uma criatura que já veio ao mundo num contexto desconfortável, onde a luta diária é muito mais acirrada. Desde sempre eu afirmei que apenas quando consegue crescer e se desenvolver nesse contexto que também é desfavorável, o vira-latas pode se permitir ao prazer de ter escapado uma ou outra vez de situações vexatórias, perigosas ou complicadas.

Hoje o Vira-Latas escapou mais uma vez... Estava esse humilde canino que vos escreve na sua condução diária, voltando pro meu beco do outro lado da poça. Presidente Vargas, um pouco antes da Central, sentido Leopoldina. Estava olhando as mensagens no celular e o ônibus se aproximou do canteiro mais central da avenida.

Não sei o que foi mais rápido... o espírito ruim do cara que tentou roubar meu aparelho metendo a mão pela janela, ou o milésimo de segundo em que consegui sentir a aproximação do malandro pela lateral do ônibus. Um flash de pensamento passou pela minha mente, algo do tipo... "não acredito que esse palhaço vai tentar roubar meu celular"... e eu vi quase que como em câmera lenta, aquela mão entrando pela janela... e antes disso, a minha mão apertando o aparelho com mais força, evitando assim que ele conseguisse tirar o celular....

A moça do banco de trás percebeu e me perguntou, eu disse que o cara tentou. Ainda deu tempo de fazer o melhor... coloquei a cara pra fora da janela, e vi o malandro já mais pra trás no calçadão, e ele olhou pra trás. Não pensei duas vezes: meti o dedão pra fora e mandei-lhe um belo "fuck you". O povo do ônibus comentava, ouvi uns "bem feito, não conseguiu" "que absurdo" "cadê polícia" e por aí vai . Comentei com o motorista (eu estava bem no início do carro) que minha vontade era ter prendido o braço do meliante, e fazer ele dar um passeio de buzum. Até Niterói...

Mas não. Baixou a calma, me senti tão bem de ter mandado ele digamos, graficamente se fuder - e de claro, não ter perdido meu celular pra um ladrãozinho mané-, que valeu a pena deixar aqui o registro. Salve Jorge... até nisso ele me defende!

8 de agosto de 2008

Trocadilho Podre

Vira latas ouvindo o CD dos Secos e Molhados:
♫ Meu sangue latindu-úúúú... Minha alma canina-aaa...♪

O gatilho mais rápido do oeste não tem paz


Eu não posso beber meu whisky em paz no bar do Irish Willie, já não posso jogar poker com o Dakota Bill e os rapazes, não posso mais acampar em Fall River. Eu não posso ir até a casa de banhos do Mr. Cheng, não posso ir até o saloon da Ellie Mae. Nem mesmo ir visitar o rancho do velho Morgan ou aparecer na tribo do meu velho amigo Twenty Crows, aquele índio safado. Eu não posso mais nem mesmo aparecer na casa de tolerância da Srta. DuBois. Sempre tem algum bastardo querendo me desafiar para um duelo. Quase todos os dias eu tenho que derrubar mais um. O problema é que o tempo passa, e eu estou não estou ficando nem menos velho, nem menos lento. Um dia desses, um desses malditos garotos perseguindo a fama vai conseguir me pôr uma bala no estômago, e aí o que vai me restar? Uma cova? Um enterro decente? Vou dizer-lhes uma coisa. Ser o melhor às vezes pode ser uma merda. Um balde cheio de merda.

Ele cospe no chão, bem na bota do repórter, que olha desanimado ao mesmo tempo que esfrega a bota no chão de terra. Um texano grande e mal-encarado para na frente dos dois e olha com cara de desafio:
-Ao pôr do sol, McAllister... eu e você, em frente ao saloon.
Um grunhido como resposta. O texano volta pra perto dos seus capangas que riem. McAllister e o repórter continuam andando, o primeiro murmura com profundo desânimo:
-Pode ser hoje, rapaz. E pode não ser hoje. Mas é como eu lhe dizia, um balde cheio de merda.

A Própria lmagem já Diz

7 de agosto de 2008

Os Mineirim!!!


Eu não nasci lá, nem morei lá. Mas parte da minha família veio de lá, e o meu gosto pela comida de lá me faz pensar que em alguma parte do meu código genético, tem algumas letras dedicadas a Minas Gerais. Encontrei algumas anedotas bem mineirescas, bem temperadas "iguarzim a cumida di lá", que me deram vontade de pôr aqui...
•••

A SUTILEZA MINEIRA


O cumpadi, tava há muito tempo de olho na cumadi que morava no sítio vizinho. Aproveitando a ausênça do cumpadi, resolveu fazê uma visitinha para ver se ela não carecia de arguma coisa... Chegando lá, os dois meio sem jeito, não estavam acostumados a ficar a sós... nem a ficar trocando dedo de prosa... tenta daqui, tenta dali, falaram sobre o tempo....
- Será qui chove, cumadi?
- Pois é... Tá mei fei, né...
Ficô um grande silênço.....
Aí, o cumpadi si enche di corage e arresorve quebrá o gelo:
- Cumadi....qui qui ocê acha: nóis trepemo ou tomemo um café?
- Ah, cumpadi...cê mi pegô sem pó.....

•••

MUIÉ É BICHO À TOA 1

Os dois cumpades pitavam o cigarrim de paia e prosiavam. Um dêis pergunta:
- Ô cumpadre, cumé que chama mesmo aquela coisa que as muié tem (faz um sinal com as duas mãos), quentim, cabeludim, que a gente gosta, é vermeia e que come terra?
- Uai...quentim... vermeia..? A gente gosta? Uái sô, só pode ser xoxota. Mas eu num sabia que comia terra, sô!!
O outro dá uma pitada no cigarro, e arresponde mei desconsolado:
- Pois come, cumpadre. Só di mim, cumeu treis fazenda.

•••

MUIÉ É BICHO À TOA 2

O velho fazendeiro do interior de Minas está em sua sala, proseando com um amigo, quando um menino passa correndo por ali.Ele chama:
- Diproma, vai falar para sua avó trazê um cafezim aqui pra visita!
E o amigo estranha:
- Mas que nome engraçado tem esse menino!! É seu parente?
- É meu neto! Eu chamo ele assim causo de que mandei minha fia estudar em Belzonte e ela vortou com ele!

•••

MUIÉ É BICHO À TOA 3

Dois mineirim pescando (e filosofando) na beira do riacho:
- Cumpadi, muié é bicho estranho, num é mêsss???
- Causdiquê, cumpadi?
- Uai, ocê veja, Num gosta di pescá.... Num gosta di futebor... Num sabi contá piada... Num toma umas pinguinha....
- Óia, cumpadi é bem verdade... Võ dize mais procê... Acho que si num tivesse xoxota, eu nem cumprimentava.

•••

NA CAMA COM O MINEIRIM

Um mineirim bom de cama, passando por New York, pega uma americana e parte pros finalrementes. Durante o bem-bão, o mineirim faz a americana gozá qui nem uma doida. O Trem tava bom dimais da conta, então a americana fica louca e começa a gritar:
- Once more, once more, once more...
E o mineirinho responde desesperado sem sabê pur causo di quê que a doida tava preguntando aquilo:
- 'Beraba!!!! 'Beraba!!!!! 'Beraba!!!!!!!

Feminismo à Brasileira


A União Internacional das Mulheres resolveu fazer uma experiência durante um ano para medir a capacidade de persuasão que as mulheres de diferentes países exercem no lar. O teste seria feito durante o período de um ano com uma francesa, uma americana, uma australiana e uma brasileira. No ano seguinte elas se reuniriam em um novo seminário para comprovarem os resultados. Pois bem. Possou-se um ano e lá estavam as mulheres reunidas no seminário da UniãoInternacional das Mulheres:
- Chamo ao palco a representante francesa. - Disse a presidenta do congresso.
- Então, minhas colegas, cheguei em casa após aquela reunião do ano passado e disse ao meu marido: “Não cozinharei mais dentro dessa casa”! - Afirmou enfaticamente a representante Francesa.
- E o que aconteceu? O que aconteceu? - Perguntava a platéia feminina presente no seminário.
- Bem, no primeiro dia eu não vi nada. No segundo também não vi nada. No terceiro dia ele começou a comprar comida fora. Em um mês ele percebeu que seria mais viável contratarmos uma cozinheira. E hoje, nós somos donos de uma das maiores redes de restaurantes da França - Concluiu a francesa. E a platéia foi ao delírio com o resultado.
- Agora chamo ao palco a companheira americana. - Convocou a presidenta.
- Amigas presentes, vos digo que cheguei em casa após aquela reunião do ano passado e disse ao meu marido:“Não lavarei mais roupas dentro dessa casa”. - Disse a americana.
- Ohhh! - Exclamou a platéia, esperando uma resposta.
- Bem, no primeiro dia eu não vi nada. No segundo também não vi nada. No terceiro dia ele começou a levar a roupa para uma lavanderia. Em um mês ele percebeu que seria mais viável contratarmos uma lavadeira. E hoje, nós somos donos de uma das maiores redes de lavanderia dos Estados Unidos. - Respondeu a americana.
E na platéia umas gritavam de êxtase com os resultados, enquanto outras discutiam animadamente os reflexos que aquelas experiências podiam trazer à sociedade...
- Agora chamo a companheira australiana- convocou a presidenta.
- Bem, cheguei em casa após aquela reunião do ano passado e disse ao meu marido:“Não cuidarei mais das crianças nessa casa”. - Disse a australiana.
- Ooohhhhh! - Gritava mais ainda a platéia esperando a resposta.
- Bem! No primeiro dia eu não vi nada. No segundo também não vi nada. No terceiro dia ele tentou cuidar das crianças matando o trabalho. Em um mês ele percebeu que seria mais viável contratarmos uma babá. E hoje, nós somos donos de uma das maiores redes de baby sitter da Austrália. - Respondeu a australiana. A platéia exultava, aos prantos de tanta emoção e conquista com todos esses resultados.
- Por último eu chamo agora ao palco a companheira brasileira. - Convocou a presidenta.
- Bem, cheguei em casa após aquela reunião do ano passado e disse ao meu marido:“O negócio é o seguinte, Waldemar: não lavo mais, não passo mais, não cozinho mais e nem cuido mais das crianças nessa po##@ dessa casa”. - Exclamou a brasileira. As companheiras de platéia ficaram impressionadíssimas com o radicalismo da companheira brasileira, já comemorando com o que seria a resposta.
- E o que aconteceu? – Perguntou a presidenta, tomada pela curiosidade.
- Bem, no primeiro dia eu não vi nada. No segundo também não vi nada. No terceiro, ainda nada. No quarto dia, quando os meus olhos começaram a desinchar . . .

14 de julho de 2008

A Palavra Mais Rica da Língua Portuguesa...



Recentemente recebi por e-mail um texto que afirmava que o vocábulo mais rico da língua portuguesa seria a palavra MERDA. E não é que esta versátil palavra pode mesmo ser considerada um coringa da língua portuguesa????

Vejam os exemplos a seguir:

1) Como indicação geográfica 1:
Onde fica essa MERDA?

2) Como indicação geográfica 2:
Vá a MERDA!

3) Como indicação geográfica 3:
17:00h - vou embora dessa MERDA.

4) Como substantivo qualificativo:
Você é um MERDA!

5) Como auxiliar quantitativo:
Trabalho pra caramba e não ganho MERDA nenhuma!

6) Como indicador de especialização profissional:
Ele só faz MERDA.

7) Como indicativo de MBA:
Ele faz muita MERDA.

8) Como sinônimo de covarde:
Seu MERDA!

9) Como questionamento dirigido:
Fez MERDA, né?

10) Como indicador visual:
Não se enxerga MERDA nenhuma!

11) Como elemento de indicação do caminho a ser percorrido:
Por que você não vai à MERDA?

12) Como especulação de conhecimento e surpresa:
Que MERDA é essa?

13) Como constatação da situação financeira de um indivíduo:
Ele está na MERDA...

14) Como indicador de ressentimento natalino:
Não ganhei MERDA nenhuma de presente!

15) Como indicador de admiração:
Puta MERDA!

16) Como indicador de rejeição:
Puta MERDA!

17) Como indicador de espécie:
O que esse MERDA pensa que é?

18) Como indicador de continuidade:
Tô na mesma MERDA de sempre.

19) Como indicador de desordem:
Tá tudo uma MERDA!

20) Como constatação científica dos resultados da alquimia:
Tudo o que ele põe a mão vira MERDA!

21) Como resultado aplicativo:
Deu MERDA.

22) Como indicador de performance esportiva:
O Fluminense não está jogando MERDA nenhuma!!!

23) Como constatação negativa:
Que MERDA!

24) Como classificação literária:
Êta textinho de MERDA!!!

25) Como qualificação de governo:
O governo Lula só faz MERDA!

26) Como situação de 'orgulho/metidez' :
Ela se acha e não tem 'MERDA NO CU PRA CAGAR'!

27) Como indicativo de ocupação:
Para você ter lido até aqui, é sinal que não está fazendo MERDA nenhuma!

1 de julho de 2008

Entreouvido nas Ruas da Cidade

"Chega o fim-de-semana, o espírito do trabalhador sai do corpo. Quando ele volta na segunda-feira, encontra uma matéria estragada"

9 de junho de 2008

Etapas da Bebedeira - Edição Revista e Ampliada

Etapa 1 - O Sabe-Tudo
É quando você se torna um expert em qualquer assunto. Você se torna um ser de tanta sapiência que é impossível não querer exibi-la para todo mundo, então qualquer pessoa que te der ouvidos será instantaneamente convertida numa testemunha do quanto você é sábio. Nesta etapa você estará sempre certo, e a pobre pessoa com quem você conversar estará sempre errada. Você será capaz de conversar durante horas sobre o mesmo assunto só para convencer a pessoa de que você está certo e ela não. O mais interessante acontece quanto a outra pessoa estiver no mesmo estado que você, ou seja, se achará um expert também. Aí você tem duas pessoas conversando -ou melhor, discutindo- um assunto sobre o qual nenhum dos dois sabe absolutamente nada, mas ambas convencidas que sabem e ainda se julgando autoridades no assunto. Normalmente a cena se torna uma ótima diversão para aqueles que têm a oportunidade de assistir tal “conversa”.

Etapa 2 - O Lindão
É quando você se convence de que é a pessoa mais atraente de todo o recinto. E se convence também de que todas as mulheres estarão olhando para você. Você começa a piscar para mulheres que você nunca viu antes e as chama para dançar porque obviamente elas estavam te olhando a noite inteira e porque você dança extraordinariamente bem. Você é o centro das atenções, e todos os olhos estão voltados para você porque você é a coisa mais linda na face da Terra. Agora lembre-se de que você ainda é o sabe-tudo, portanto pode conversar com a mulher que estava te olhando sobre todo e qualquer assunto imaginável. Não basta a sua sabedoria indescritível, ela não irá resistir à sua beleza, o que faz com que você não tenha nenhum pudor em dizer pra ela todas as coisas que pretende fazer depois que ela inevitavelmente for pra cama com você, porque afinal, você é inteligente e lindão, enfim... um ser irresistível.

Etapa 3 - O Rico
É quando você subitamente se torna a pessoa mais rica do mundo. Você pode comprar bebida para todo mundo e colocar na sua conta, porque obviamente você tem um cartão de crédito cujo céu é o limite. Você também pode fazer apostas nesta etapa. Pois como você é o sabe-tudo, você ganhará qualquer aposta. E você não tem idéia de quanto dinheiro está apostando, porque você tem todo o dinheiro do mundo. Então você começa a comprar bebidas para todas as pessoas do lugar que estavam te olhando porque agora você é o cara mais sabido, mais lindão e charmoso e como se já não bastasse, mais rico daquela bosta de lugar!!!

Etapa 4 - O Indestrutível
Agora fudeu! Você pode arrumar briga com as pessoas que você estava apostando porque nada pode te machucar. Neste ponto você chamará o namorado da mulher que estava te olhando a noite inteira e o desafiará para uma aposta. Você se achará inclusive no direito de cantar e até de passar a mão na mulher desse cara, porque afinal, você é lindo e rico, e tem cabimento uma gata dessas estar perdendo tempo com um perdedor como ele, e não com você. Você não se preocupará se perder a aposta, porque você sabe tudo, tem todo o dinheiro para cobrir a aposta e obviamente ganhará a briga que acontecerá caso o namorado da mulher fique puto com você, o que certamente vai acontecer. Ah, ele é mestre de Jiu-Jitsu, Krav-Magá ou alguma arte marcial qualquer? Não importa, você é o indestrutível e bate nele fácil, fácil.

Etapa 5 - O Invisível
É a etapa final da bebedeira. Neste ponto você pode fazer absolutamente qualquer coisa porque ninguém pode te ver. Você pode dançar em cima da mesa para impressionar as pessoas que estavam te olhando a noite inteira, porque o resto das pessoas não pode te ver. Você também está invisível para o namorado daquela mulher, aquele com quem você brigou minutos antes. Você pode caminhar pelas ruas cantando no maior volume possível (porque é claro, você ainda é o sabe-tudo e é perfeitamente afinado) e ninguém fará nada porque ninguém pode te ver. Toda a sua timidez se foi. Você pode fazer qualquer coisa porque ninguém saberá. E com certeza você não se lembrará.

8 de junho de 2008

Falemos de Tété

Outro músico novo que eu achei fuçando nas latas aí pelo mundo afora... É um músico radicado na frança, nascido em Dakar, no Senegal. Negro, filho de pai senegalês e mãe das Antilhas Francesas. Após o divórcio dos pais foi morar com a mãe no nordeste da França, e lá começou a se dedicar à música na adolescência. Cresceu ouvindo variadas vertentes do Rock, do Pop e do R&B tanto francês quanto americano, influências que ficam claras em sua música hoje. Após ter formado com amigos diversas pequenas bandas como muitos outros jovens músicos, mudou-se do nordeste da França para Paris em 1998 onde tocou em diversos clubes e bares. Logo seu som chamou atenção dos olheiros da indústria musical e em 2001 lançou seu álbum de estréia, L'Air de Rien. O resto é história. Já bastante conhecido na França, Tété é muito pouco ou quase nada conhecido em países de língua não-francesa, o que não impede a quem não conhece o idioma de apreciar sua música, dada à qualidade que eu chamaria de "internacional" tanto de sua harmonia quanto do estilo de suas composições.

Vou deixar dois dos meus clipes preferidos pra quem quiser dar uma conferida:

Mon Tresor:



Fils de Cham:

18 de maio de 2008

O Retorno de Uma Velha Paixão...

Pouco tempo atrás, reencontrei uma velha paixão. Ela tinha ficado emprestada com a minha ex-mulher pós separação e repousava tranquilamente na estante de livros do quarto da minha cunhada. Não, não vou começar um relato louco de amores impossíveis e entrelaçados. Era o meu amado exemplar de Alta Fidelidade, de Nick Hornby.

Começou assim: primeiro eu vi o filme. Foi, ao lado de "Pontes de Madison" um dos meus top 5 (bem estilo Alta Fidelidade) da lista de Filmes românticos que eu na qualidade de homem, consigo ver sem subir a taxa de glicose no sangue. Engana-se quem pensa que homem normalmente não gosta de romance. A gente gosta. Só que preferimos ver sentimento, e não sentimentalidade. Um dia eu volto pra explicar. Mas o fato é que cheguei a pensar que meu livro, que comprei após ter assistido o filme, (e que achei maravilhosamente complementar ao mesmo) estaria perdido pra sempre. Que prazer em reencontrá-lo, vivo, bem, inteiro.

Poucas vezes eu me deparei com essa situação... um livro e um filme sobre esse livro, ao invés de gerar comparações de quem é pior, quem é melhor, me fazem gostar mais e mais um do outro. Seja pelo filme ser uma adaptação honestíssima, com excelentes atuações e uma atmosfera que traduz perfeitamente o climão do livro, e um texto adaptado quase à perfeição... E o livro, que tem todo o caráter de original, obrigatório (até porque se passa em Londres, enquanto o filme se passa em Chicago). Se não ler não tem como saber. Mas em suma, li com prazer em coisa de uma semana, na ida pro trabalho e antes de ir dormir.

E como tinha gravado recentemente uma cópia do filme, e as imagens estavam frescas na mente, foi puro prazer em ler e em lembrar.




Já que estou falando de Top 5, eis a lista dos "Filmes de Romance sem Restrição pra Homens":

1- As Pontes de Madison .
Correto, sem excessos, tristeza na medida certa, felicidade na medida certa, cria questionamentos sem ser questionador, tem Meryl Streep e o meu grande chapa Clint Eastwood prova que pode fazer o que quiser, como quiser, e na hora que quiser. Até um romance, contracenando com a Meryl. O cara é phodda.

2- Alta Fidelidade .
Uma excelente adaptação literária

3-Drácula de Bram Stoker .
Me convençam de que aquilo ali não é uma história de amor e das boas.

4-Hitch .
Apesar de ser pipoca ao extremo, merece entrar na lista porque se salvam algumas pérolas escondidas na roupagem descartável.

5-Despedida em Las Vegas .
Mesmo caso do Drácula. Me convençam que não é uma história de amor. Ah, e a Elisabeth Shue captura tanto a atenção que a gente esquece completamente a cara de panaca do Nicolas Cage.

17 de maio de 2008

Back in Business

Esse está sendo um ano interessante. Quase sem perceber, voltei a ilustrar. Desde ano passado eu já vinha retornando, mas estava pegando o jeito, aprendendo a mexer com o equipamento novo que passei a usar, essas coisas. Só que isso tudo foi sem pretensão ainda, até porque nunca achei meu traço lá muito "comercial". E tava explorando o que dava e o que não dava pra fazer, as ferramentas que eu gostaria mais de usar, etc.

Pouco tempo atrás veio através de um ex colega de faculdade que tinha agitado um freela pra mim séculos atrás e que deu bastante certo na época, um convite pra fazer outro. Eu achei um trabalho que "dava pra mim", fiz os esboços, apresentei pro responsável pelo projeto, com quem tivemos uma reunião, o cara gostou, e pronto... Voltei ao mundo de "desenhar pra fora".

Outra coisa que me fez lembrar das mudanças desse ano é que comecei a meditar. Demorei anos para resolver fazer. Nunca quis seguir doutrinas de outros, passei eras e eras lendo sobre gente que faz isso, cada qual do seu jeito, e tudo mais. Não quis descobrir um santo pra cobrir outro, se é que dá pra me entender. Daí, pouco tempo atrás, achei um método legal, sem nenhuma papagaiada pseudo new-age e comecei a praticar. Ainda estou um pato danado, sei que é difícil, que exige prática, mas mesmo do alto da minha inexperiência, tá sendo legal. Já dá pra sentir diferença. O interessante é que não é uma diferença do tipo "depois que comecei a fazer exercício estou com x quilos a menos"... é algo muito mais sutil. Sinto-a quando eu consigo ficar mais calmo e por mais tempo do que conseguia antes, o que não é grande coisa, porque nunca fui um cara nervosinho... aliás, uma das poucas coisas que me deixam nervoso é gente nervosa. Paradoxal, não? Sinto também às vezes uma certa diminuição da maldita preguiça que sempre me assolou... isso está sendo bom pacas. Não que ela tenha sido removida de todo, mas tenho conseguido me mover em direção às coisas que tem que ser feitas (pelo menos as que tenho mais vontade de fazer) com mais facilidade que antes. É engraçado. Tá exigindo bem menos esforço.

E, de uns tempos pra cá também, resolvi parar de reclamar que não conheço quase ninguém do lado de cá da poça, e comecei a procurar amizades por aqui. Deixo registrado que meu sonho de consumo é ter um grupo de pessoas que morem perto ou sejam acessíveis o suficiente para poder tomar um chopp num bar perto de onde moro. Sim, porque acho um pecado ter um monte de barzinho legal em volta de onde eu moro, todos a uma caminhada de distância, e não ter uma turma com disposição pra molhar a palavra de vez em quando.

Não é que eu não conheça ninguém aqui. Mas sinceramente, as amizades daqui de quem eu gostava mais, eram 2 casais da época que eu era casado, e que parecem que gostavam mais de mim naquela época também. Depois que voltei ao clube dos solteiros, provavelmente fiquei proscrito pra eles. Eles até são bem-intencionados, não deixam de mandar emails, e tudo. Uma vez ou outra até acenam com a possibilidade de marcar um chopp, só que demoram mais de 1 ano pra marcar um, e quando marcam é um fim-de-semana em que eu estou viajando. Sem contar os milhares de chopps cancelados por causa de casamentos ou festas de aniversário de criança. Esses eu prefiro nem lembrar. Dramático. Portanto, por mais que eu os ache pessoas legais, digamos que eu me dei conta que tem gente que não faz a menor questão de estar com a gente. Quando a gente quer a gente procura, certo? Ou pelo menos tenta. Então, eu quero eu vou procurar.

Me inscrevi numa comunidade de gente daqui. Estou aparecendo aos poucos. Já soube que eles marcam um chopp costumeiro, quando eu tiver mais visibilidade vou aparecer por lá. Por enquanto é isso.

8 de maio de 2008

Like in a Gipsy Wedding


Hoje eu quero falar do Fanfare. Graças ao meu nobre colega Richard "Scribbled", que gosta de ouvir e assistir coisas tão diferentes e loucas quanto eu, só que as coisas diferentes e loucas que ele gosta são totalmente diferentes das minhas, só são igualmente loucas. No decorrer do ano fui apresentado a essa banda, acabei baixando umas músicas deles, observando com atenção, assisti até o documentário. E eu falo com propriedade: os caras são uma banda mesmo. Não banda do tipo banda de rock não. Os caras são uma banda de metais mesmo, daquelas com trumpetes tubas, trombones, e tudo mais que um bom casamento cigano tem direito.

Como assim, perguntaria um desavisado qualquer. O que tem a ver casamento cigano com isso? Bom é o seguinte. Fanfare Ciocărlia é uma banda cigana da Romênia. Na verdade, são uma banda de uma aldeia cigana ( Zece Prăjini, cerca de 400 habitantes, pra ser mais exato) escondida na Romênia. Os caras foram descobertos por um produtor alemão (que virou empresário e projetou a banda daí pra diante), no meio do nada, nesse vilarejo esquecido num canto do nordeste da Romênia que nem no mapa está listado. Pra descer na aldeia você tem que SABER onde é, porque nem placa tem. A impressão que dá é que o trem passa, desacelera e mal pára. Você teria que pular dele em movimento pra chegar lá.

Bom, encerrado o momento wikipédia, a questão é que o som dos caras é contagiante. Tem aquela coisa incerta de música misturada, lembra um pouco música árabe, mas os caras acabam dando umas tintas pop, por conta de umas versões que fazem (com a leitura deles, é bom adiantar) de músicas bem conhecidas do povo do lado de cá, como o tema do 007, por exemplo.

De qualquer forma, nem vou botar link pra vídeo deles aqui nem nada. Se quiser vá lá no Youtube e fuça. A surpresa vai ser até maior.

Recomendo: "Iag Bari" "Dusty Road" e "Asphalt Tango", valendo a pena também dar uma olhada nas versões hilárias e quase irreconhecíveis que eles fizeram pro tema do 007 e pra "Born to be Wild"

Se alguém se habilitar, depois volta e me conta!