
5 de janeiro de 2008
Significados para a famosa sigla T.P.M.

Todos Problemas Misturados.
Lembrem-se amigos... TPM é igual formatação de HD... Um dia você ainda vai ser obrigado a enfrentar uma...
4 de janeiro de 2008
Elas olham nossos paus...

Uma das coisas boas de se ter uma amiga inteligente (coisa que hoje em dia não é tão comum quanto pensam as leitoras da Marie Claire) e cuca-fresca, e essa amiga ser alguém com quem temos liberdade de falar qualquer sacanagem, putaria, (ou outros sinônimos sexualmente válidos) é o fato de se ter uma boa opinião lá do outro lado, e pra quem as pessoas parecem nunca querer dar uma opinião que nem eu, isso é uma bênção. Um dia desses conversando com essa amiga, inadvertidamente o papo escorregou pra assuntos de sacanagem, como em muitas conversas nossas. Acabamos falando de como olhamos ou deixamos de olhar as pessoas que nos interessam no sexo oposto na rua, e eu acabei me dando conta que as mulheres olham pro nosso pau mesmo, embora a maioria de nós nem se dê muito conta disso.
A explicação que eu dei pra ela foi que nem sempre a gente repara, porque elas em primeiro lugar, sabem olhar de um jeito muito mais discreto que nós, e segundo porque a gente fica tão concentrado no movimento de olhar peito-perna-rosto-geral, que não percebe a sutileza do olhar delas. Vejam bem, mulher e homem têm os olhares muito diferenciados. Uma mulher pode esquadrinhar e detectar um cabelo loiro (inclusive detectando a cor da tintura) no seu casaco, mesmo que ela esteja a uns três metros de distância. Isso com a rapidez e precisão de um radar da marinha americana. Ainda assim, dadas as particularidades das diferenças entre os olhares, muitas vezes não conseguem colocar um carro de 3 metros de comprimento em uma vaga com quatro metros, mas se eu me estender no assunto vão dizer que eu sou machista... Deixa pra lá. Voltemos às revelações manja-rolísticas da minha amiga.
Não é que nós homens sejamos um bando de pobres inocentes, e que nunca tenha passado pela nossa cabeça (as duas, aliás) a idéia de que elas oham mesmo. Mas pra gente é uma coisa que não parece ser tão explícita, tão na cara, tão descarada quanto aquela cara que a gente faz quando passa um bonito par de pernas, ou seios de belo desenho, ou uma bunda redondinha... Dificilmente vemos uma mulher olhando um homem com aquela cara de peixe morto que é meio que nossa marca registrada. Confesso que não sou lá um cara de pau de marca maior, que goste de evidenciar que estou olhando, mas tratei sempre de treinar meu olhar, de comunicar à dona dos atributos que “estou olhando mesmo e daí?”
Agora, quando minha amiga veio e falou que manjava mesmo, eu fiquei meio surpreso. Não dá pra evitar. Lembram daquele filme com o Mel Gibson no qual ele consegue ouvir o que as mulheres pensam? Ele também ficou surpreso quando flagrou a Helen Hunt se censurando por olhar pro negócio dele. Acho que no fundo, independente do que as pós-feministas sem noção digam, nós temos de um modo geral menos maldade que elas. Tá bom, temos lá a nossa também, não somos santos. Só que o diabo mora nos detalhes. Maldade masculina é mais óbvia. A nossa mata pelo impacto. A delas, por envenenamento. E o veneno costuma ser tão forte que volta e meia morre uma, após morder a própria língua.
3 de janeiro de 2008
Boemia, aqui me tens de regresso...
Fui forçado. Estava eu em um interlúdio em minha vida, aproveitando alguns momentos de paz, privacidade e prazer, mas fui chamado à luz do ringue novamente...
É aquela coisa, uma idéia nova aqui, uma discussão de um assunto ali, novas coisas acontecendo na vida, um monte de filmes a mais durante as férias (ou pelo menos o recesso do fim de ano)... Aí dá aquela vontade mesmo de voltar a escrever, de falar merda, de reclamar das coisas, e tudo mais.
Então é isso.
(!!!!!)
Ah, antes que eu me esqueça, eu vou ver se tomo vergonha na cara e escrevo mais esse ano. Vou ver se isso torna esse canil mais visível e coisa e tal... Ah, e caso alguém pense que é resolução de ano novo, apaputaquipariu que eu não gosto disso não. Resolução de ano novo é o cacete. Isso é papo de quem não consegue fazer nada o ano inteiro, depois fica fazendo promessinha quando o ano começa.
"Conhecerás a Verdade, e a Verdade te libertará, nem que seja na base da porrada."
São Jece Valadão
3 de novembro de 2007
Preguiça até de sair de casa...
Sigo acreditando que ainda conseguirei se não vencê-la, ao menos domá-la... Mas também tenho consciência da dificuldade que é. Existe um mecanismo que faz com que baste eu ouvir ou identificar a necessidade de "ter obrigatoriamente que fazer" algo, para que a preguiça se instale. E mesmo que eu force a barra para fazer aquela coisa que está prevista, ao fazê-la, tal coisa não me parece natural nem prazeirosa. É muito ruim, muito estranho isso. Queria muito descobrir o funcionamento desse mecanismo e aprender a lidar com ele, pois tenho plena consciência do quanto lucraria pra minha vida, mas ainda assim não consigo.
Mas continuo tentando, sem jamais desistir.
29 de outubro de 2007
Mulher pra Casar e Mulher pra Cruzar.
Nas minhas intermináveis discussões a respeito de mecânicas de relacionamento com amigos e amigas (na verdade, muito mais com amigas, porque os amigos rapidinho entram num acordo e deixa de ser discussão pra ser consenso), sempre esbarrei numa condição que parece muito mais presente no imaginário masculino que no feminino... A diferenciação categórica entre os comportamentos das meninas, que os garotos aprendem a fazer e arrisco a dizer, bem cedo.
Lembro de cenas da época do segundo grau (é, isso mesmo...segundo grau sim. Ensino médio é coisa de quem assiste malhação) onde enquanto as meninas suspiravam, umas romanticamente, e outras tomadas por uma incipiente afliceta (depois eu falo disso!) os rapazes se reuniam e faziam uma espécie de enquete pra tentar especular dentre as meninas da sala, quais já tinham dado e quais não... quais eram mais sem-vergonha e quais levavam jeito de serem caretaças, e por aí vai. Nessa época, se vê muito a diferença de estilos entre as meninas, se descobrem certos detalhes de comportamento, se avalia certos padrões que são muito próprios delas, e aí começa a se estabelecer a maior capacidade masculina de não cair em furadas.
Quando se cresce aprendendo que existe mulher pra casar e mulher pra cruzar (role no túmulo, Simone de Beauvoir!!!!) a chance de gastar dinheiro com lenços Kleenex, passar por "enganado coitadinho" ou se tornar alcoólatra por conta "daquela bandida" diminui sensivelmente. É lógico que como tudo na vida, isso não é uma regra que se aplica de forma exata a tudo e a todas, até porque o ser humano não é máquina. Mas se tomarmos essa facilidade conquistada para fazer a diferenciação como uma ferramenta, descobrimos que ela ajuda pra cacete. E ajuda o cacete também.
O problema não é existirem as pra casar e as pra cruzar... Nem de longe. Ambas são admiráveis e cumprem seus papéis de forma maravilhosamente bela. Ambas tem seu lugar garantido no nosso imaginário. A graça toda em sermos quem somos está justamente na beleza da diferença, e na capacidade que arduamente conquistamos de perceber essa diferença... Ou, se é pra ser sarcástico, pra aceitar essa diferença. Sim, porque conheço milhares de mulheres inteligentes o suficiente para perceber a diferença entre um cara legal e um cara que não presta, mas que se vc colocar um que não presta entre mil que prestam, e mandar elas escolherem, adivinha quem é o sorteado! Parabéns, acertou! Ganhou um canalha desgraçado que vai te fazer chorar o resto das suas noites solitárias!!!! (Ah, confessa vai! Ser feliz é o escambau, mulherada!!! Vocês gostam é de tomar na cabeça mesmo, não é?) Se não, por que continuam escolhendo mal desse jeito.
Mas essa de escolher mal é assunto pra outro post. Nesse aqui já lati o meu recado.
Fui!
18 de setembro de 2007
Day After
A tarde transcorre após o almoço da mesma forma lenta, bocejando minuto após minuto. Quando se chega ao ponto de quase dormir, um copo d'água, uma conversa, um levantar da cadeira e uma olhada rápida no jornal ajudam a evitar o supremo prazer que seria esticar em qualquer lugar e tirar uma bela soneca de uma hora, uma hora e meia. Se o arquivo não desse errado com tanta insistência, certamente seria um dia mais alegre. Assisti o sol se despedir da cidade pela janela, e recebi a noite que se aproximava com certa serenidade. A cada momento esperei o trabalho escorrer para sua conclusão. O problema até foi resolvido, mas no fundo não era essa minha inquietação.
Sai por último, depois que todos já tinham saído. Tranca-se a sala... Caminha-se prazeirosamente até o ponto mais distante, pelo simples prazer de fazer o percurso de volta sentado e cochilando com abandono quase pagão. No confortável assento escolhido, chega-se a uma importante conclusão... Ir dormir tarde na noite anterior depois de ter bebido umas boas geladas, batido bastante papo e efetivamente se divertido... faz essas coisas com o dia seguite da pessoa. Pelo menos quando é meio de semana. Mas apesar de todo esse clima constatatório... Não há do que reclamar. Não mesmo. A creveja estava ótima.
13 de setembro de 2007
Uma crônica sobre nada.
Pega uma cueca na gaveta, liga seu próprio rádio e se dirige ao banheiro. No rádio, o programa de notícias com locutores metidos a engraçadinhos. Chega até a ser divertido porque os locutores parecem tão fora de contexto que chegam a ser divertidos. É como de um cara que conta uma piada sem graça mas que não percebe que estão rindo dele mesmo e não da piada.
Banho, barba, escovar os dentes, roupa. Esqueceram de avisar que ainda é primavera, maldito clima do Rio de Janeiro. Um sol que já denuncia um calor incômodo na hora do almoço aparece, tão insistente quanto o pagode que tocava no rádio do vizinho. Ele chega ao ponto de ônibus no horário de sempre, nem muito adiantado nem atrasado ainda, dependendo da boa vontade do trânsito de qualquer maneira. O ônibus demora o suficiente para fazê-lo ficar com vontade de pegar o executivo. Mas é besteira. Pagar mais caro, por um pouco mais de conforto, mas ainda assim chegando atrasado se o trânsito estiver ruim não vale a pena.
No ônibus, ele passa pela praia. A visão de um mar que reflete o azul do céu faz com que ele quase se sinta feliz. Não que não tenha seus motivos. Mas para se sentir feliz não basta o mar refletindo o sol. Precisa só um pouquinho mais.
9 de setembro de 2007
Porradas no baú da memória...

É engraçada a memória da gente. Às vezes a gente revira o baú e acha uns casos escabrosos e intrigantes, que quase foram fadados ao esquecimento, mas que um dia aparecem, e se mostram ainda tão cheios de mistério quanto no dia em que nos foram apresentados pela primeira vez. Do nada hoje, eu lembrei de um terrível.
Idos dos anos 80, madrugada, voltando de algum baile ou festinha, Marco, André e Demétrius, os Ferreira Brothers, irmãos mais velhos de um grande amigo meu de infância, estavam passando pela "dezesseis", uma rua comercial não muito movimentada nas madrugadas do centro da cidade. Dentre os sons da noite, puderam ouvir alguns xingamentos que uma voz masculina proferia...
-Piranha!!!!(seguido de um "ooof!")
-Vagabunda!!!! (seguido de outro "ooof!")
Diziam que o barulho parecia aquele efeito sonoro do desenho da Pantera-Cor-de-Rosa, de quando alguém estabacava-se no chão. E a cena se apresentou, com todo seu colorido Rodrigueano... Um cara desferia socos em uma mulher, ambos jovens e bem vestidos. Não precisou nem pensar, Marco deu um tapa na orelha, André meteu o pé no peito do cara, jogou ele de encontro à porta de metal de uma loja, e Demetrius enquadrou o meliante pelos colarinhos...
Fomos educados numa época em que a mãe da gente ensinava que em mulher não se bate de maneira nenhuma (tá, tudo bem, a não ser que estejamos pelados e isso seja fundamental para que ela consiga gozar, e ela peça muito... mas isso é outra categoria de bater, convenhamos).De qualquer forma, depois de devidamente separada a briga, o André já amparava a moça. Era loira, bonita mas estava quase verde por conta do socão no estômago.
-Que porra é essa, meu irmão? Tá maluco? Batendo em mulher?
-Me larga, maluco! Me larga que eu vou matar essa filhadaputa - esperneava - o doido.
Mais um pescoção e ele acalmou um pouco. Mas não parou de falar.
-Eu peguei ela na nossa cama com o nosso padrinho de casamento! Na cama! Eu mato essa filhadaputa!
Os Ferreira Brothers cansaram de ser compreensivos e já procuravam um jeito de chamar uma patrulha da polícia, enquanto pensavam se davam ou não mais uns tapas no vagabundo, quando decidiram que um corretivo pro mané não cairia mal enquanto a polícia não vinha pegar o pacote. Eis que depois de umas bolachas, ouve-se finalmente a voz da moça... já meio recuperada do trauma:
-Não bate nele nãaaaoooooo!!!
Empurrou os três pra longe do agressor... Ao som de um "mas que porra é essa?" que algum dos Ferreira Brothers (provavelmente o André) disse, o argumento definitivo:
-Pára! Pára! Larga ele!!! "Eu amo ele"!!! "Eu amo ele"!!! "Eu amo ele"!!! (sic)
Entreolharam-se os Ferreira Brothers, o inimaginável "eu amo ele" ecoando na noite. Largaram o cara, desanimados. Deram as costas e foram embora, como se nada houvesse acontecido. Desistiram de chamar polícia também. Nunca conseguiram chegar numa conclusão a respeito, mas algumas vezes eles suspeitam de que quando estavam quase virando a esquina, ainda conseguiram ouvir na distância, um "oooof" abafado. Vai saber, né?
5 de setembro de 2007
Um dia de Gato

Hoje o Vira-Latas ficou de rei... Foi almoçar no St. Peter's Market em Nikiti City, pra acompanhar a mana e o cunhado americano pra comerem "a melhor sardinha que já comi" (palavras do gringo)...
Antarctica Original, a já tradicional sardinha do mercadão... irretocável... isso pra abrir os trabalhos. Depois, um pampo grandão, em postas com arroz e pirão. Uma pimentinha esperta, e a sequência da cerveja. Fechou! Ô almoço bom... coisa de gente grande. Aproveitei a moleza da mana e do cunhado estarem pagando e paguei uma porção extra de sardinhas pra levarem pra nossa mãe lá na serra... Ela gosta muintcho... desde a primeira vez que veio aqui...
Daí, foi isso... Cheguei em casa, liguei o ventilador, e chapei igual sucuri que comeu boi...
30 de agosto de 2007
O Bom Vira-Latas não dá sopa pro azar
Estou prestes a resolver um entrave de 3 anos de idade, uma coisa simbólica nada tão importante assim, mas de qualquer forma, algo que pode representar de forma (novamente)simbólica um passo adiante pra me livrar de uma velha vida, de uma velha pele, de uma velha carcaça, sei lá. Eu ando tão chato com essas coisas ultimamente, que até pensar demais em certas coisas tenho evitado. Desfilosofar é a palavra de ordem. É bom? É. Então tá bom. É ruim? É. Então obrigado, não quero. Simples assim.
Só que como não dá pra ser assim nem com tudo nem com todos, preferi aprender a lidar com isso primeiro, pra depois sair por aí socializando novamente. Mas não virei ermitão. E nesse papo de desfilosofia, tenho contado com uma ajuda maravilhosamente oportuna.
Agora, um recado pra patife da Ana: eu tenho certeza que tu ganhou na loteria, sua gaiata! Deixa quieto... quando a minha separação sair, eu vou voltar a jogar e ficar muito mais rico que tú!
Até mais ver
21 de agosto de 2007
A Insustentável Leveza do Vira-Latas
E o pior é que muitas das vezes, as pessoas que mais esperam por ver o outdoor são a principal razão de entrarmos em reforma urbanística, ou vá lá, cachorrística mesmo. Tem muita gente que não entende que simplesmente tem dias que a pessoa não tá a fim de corresponder às expectativas de ninguém além das próprias, que já são carga suficiente pra carregar.
Mas, por incrível que pareça, pelo menos pra este canino que aqui late, é justamente nesses períodos estranhos que a vida acaba mostrando alguns caminhos inusitados... Por exemplo... Quem diria que em um período tão cheio de interrogações a pessoa vai descobrir que um pouco de "deixar as coisas seguirem seu ritmo" acaba sendo a melhor saída. Em vez de ficar esperneando pra forçar qualquer coisa acontecer, me concentrar em fazer as coisas pequenas direito, e não tentar ficar olhando o quadro todo antes dele estar pronto.
No fim, gastei esse papo todo pra dizer que muita coisa vai mudar em breve, mas não porque a barra está sendo forçada. Justamente porque o não forçar é que causa as revoluções. Pelo menos pra quem tem olhos pra ver. E se isso tudo aqui parecer um pouco incompreensível... Bom, é porque há desdobramentos e desdobramentos. Esse assunto ainda está longa de terminar
1 de julho de 2007
Micro Conto
A moça segue seu caminho, reclamando para si mesma do frio que faz, sentindo falta da luz do sol, do calor, de um pouco de ar puro, de árvores, de cheiro de terra. À medida que vai se aproximando do trabalho, pensamentos mais agradáveis começam a povoar sua mente, lembranças de sorrisos,de um caso engraçado contado por um colega (ou aluno, ela não se lembra bem) ou mesmo de uma mensagem recebida. Um sorriso lhe vem. Aí o dia realmente começa. Nesse exato momento, a chuva começa a cair mais devagar.
