Sempre que precisei usar de preserverança, consegui resultados positivos. Sempre fui do tipo que não desiste, que segue acreditando que dá, que só pra morte não tem jeito. Brasileiro mesmo. Mas também sempre tive uma dificuldade monstruosa de iniciar projetos, de tocá-los adiante. Sou dono de uma preguiça absurdamente confortável, daquele tipo que até na gente mesmo (que é dono dela) dá raiva. Luto sempre contra ela, tento sempre superá-la, mas até hoje ela me vence, salvo em raras exceções.
Sigo acreditando que ainda conseguirei se não vencê-la, ao menos domá-la... Mas também tenho consciência da dificuldade que é. Existe um mecanismo que faz com que baste eu ouvir ou identificar a necessidade de "ter obrigatoriamente que fazer" algo, para que a preguiça se instale. E mesmo que eu force a barra para fazer aquela coisa que está prevista, ao fazê-la, tal coisa não me parece natural nem prazeirosa. É muito ruim, muito estranho isso. Queria muito descobrir o funcionamento desse mecanismo e aprender a lidar com ele, pois tenho plena consciência do quanto lucraria pra minha vida, mas ainda assim não consigo.
Mas continuo tentando, sem jamais desistir.
3 de novembro de 2007
29 de outubro de 2007
Mulher pra Casar e Mulher pra Cruzar.
Mais uma vez vou me arriscar a ser queimado em praça pública pelas feministas, ao expor uma característica que para olhos menos inteligentes pode passar por puro machismo. Mas como quem tem olhos pra ver vê, a coisa não é tão preta quanto imagina-se. Nem o buraco é tão mais embaixo assim. Até os quinhentos não são lá aqueles outros não. Existe mulher pra casar e existe mulher pra cruzar. Os homens que aprendem essa diferença caem muito menos em esparrelas, contos da carochinha, e enrolações que suas contrapartes do sexo oposto. Isso é fato. Bem, crianças... em homenagem ao inverno que chegou, vamos às vacas frias...
Nas minhas intermináveis discussões a respeito de mecânicas de relacionamento com amigos e amigas (na verdade, muito mais com amigas, porque os amigos rapidinho entram num acordo e deixa de ser discussão pra ser consenso), sempre esbarrei numa condição que parece muito mais presente no imaginário masculino que no feminino... A diferenciação categórica entre os comportamentos das meninas, que os garotos aprendem a fazer e arrisco a dizer, bem cedo.
Lembro de cenas da época do segundo grau (é, isso mesmo...segundo grau sim. Ensino médio é coisa de quem assiste malhação) onde enquanto as meninas suspiravam, umas romanticamente, e outras tomadas por uma incipiente afliceta (depois eu falo disso!) os rapazes se reuniam e faziam uma espécie de enquete pra tentar especular dentre as meninas da sala, quais já tinham dado e quais não... quais eram mais sem-vergonha e quais levavam jeito de serem caretaças, e por aí vai. Nessa época, se vê muito a diferença de estilos entre as meninas, se descobrem certos detalhes de comportamento, se avalia certos padrões que são muito próprios delas, e aí começa a se estabelecer a maior capacidade masculina de não cair em furadas.
Quando se cresce aprendendo que existe mulher pra casar e mulher pra cruzar (role no túmulo, Simone de Beauvoir!!!!) a chance de gastar dinheiro com lenços Kleenex, passar por "enganado coitadinho" ou se tornar alcoólatra por conta "daquela bandida" diminui sensivelmente. É lógico que como tudo na vida, isso não é uma regra que se aplica de forma exata a tudo e a todas, até porque o ser humano não é máquina. Mas se tomarmos essa facilidade conquistada para fazer a diferenciação como uma ferramenta, descobrimos que ela ajuda pra cacete. E ajuda o cacete também.
O problema não é existirem as pra casar e as pra cruzar... Nem de longe. Ambas são admiráveis e cumprem seus papéis de forma maravilhosamente bela. Ambas tem seu lugar garantido no nosso imaginário. A graça toda em sermos quem somos está justamente na beleza da diferença, e na capacidade que arduamente conquistamos de perceber essa diferença... Ou, se é pra ser sarcástico, pra aceitar essa diferença. Sim, porque conheço milhares de mulheres inteligentes o suficiente para perceber a diferença entre um cara legal e um cara que não presta, mas que se vc colocar um que não presta entre mil que prestam, e mandar elas escolherem, adivinha quem é o sorteado! Parabéns, acertou! Ganhou um canalha desgraçado que vai te fazer chorar o resto das suas noites solitárias!!!! (Ah, confessa vai! Ser feliz é o escambau, mulherada!!! Vocês gostam é de tomar na cabeça mesmo, não é?) Se não, por que continuam escolhendo mal desse jeito.
Mas essa de escolher mal é assunto pra outro post. Nesse aqui já lati o meu recado.
Fui!
Nas minhas intermináveis discussões a respeito de mecânicas de relacionamento com amigos e amigas (na verdade, muito mais com amigas, porque os amigos rapidinho entram num acordo e deixa de ser discussão pra ser consenso), sempre esbarrei numa condição que parece muito mais presente no imaginário masculino que no feminino... A diferenciação categórica entre os comportamentos das meninas, que os garotos aprendem a fazer e arrisco a dizer, bem cedo.
Lembro de cenas da época do segundo grau (é, isso mesmo...segundo grau sim. Ensino médio é coisa de quem assiste malhação) onde enquanto as meninas suspiravam, umas romanticamente, e outras tomadas por uma incipiente afliceta (depois eu falo disso!) os rapazes se reuniam e faziam uma espécie de enquete pra tentar especular dentre as meninas da sala, quais já tinham dado e quais não... quais eram mais sem-vergonha e quais levavam jeito de serem caretaças, e por aí vai. Nessa época, se vê muito a diferença de estilos entre as meninas, se descobrem certos detalhes de comportamento, se avalia certos padrões que são muito próprios delas, e aí começa a se estabelecer a maior capacidade masculina de não cair em furadas.
Quando se cresce aprendendo que existe mulher pra casar e mulher pra cruzar (role no túmulo, Simone de Beauvoir!!!!) a chance de gastar dinheiro com lenços Kleenex, passar por "enganado coitadinho" ou se tornar alcoólatra por conta "daquela bandida" diminui sensivelmente. É lógico que como tudo na vida, isso não é uma regra que se aplica de forma exata a tudo e a todas, até porque o ser humano não é máquina. Mas se tomarmos essa facilidade conquistada para fazer a diferenciação como uma ferramenta, descobrimos que ela ajuda pra cacete. E ajuda o cacete também.
O problema não é existirem as pra casar e as pra cruzar... Nem de longe. Ambas são admiráveis e cumprem seus papéis de forma maravilhosamente bela. Ambas tem seu lugar garantido no nosso imaginário. A graça toda em sermos quem somos está justamente na beleza da diferença, e na capacidade que arduamente conquistamos de perceber essa diferença... Ou, se é pra ser sarcástico, pra aceitar essa diferença. Sim, porque conheço milhares de mulheres inteligentes o suficiente para perceber a diferença entre um cara legal e um cara que não presta, mas que se vc colocar um que não presta entre mil que prestam, e mandar elas escolherem, adivinha quem é o sorteado! Parabéns, acertou! Ganhou um canalha desgraçado que vai te fazer chorar o resto das suas noites solitárias!!!! (Ah, confessa vai! Ser feliz é o escambau, mulherada!!! Vocês gostam é de tomar na cabeça mesmo, não é?) Se não, por que continuam escolhendo mal desse jeito.
Mas essa de escolher mal é assunto pra outro post. Nesse aqui já lati o meu recado.
Fui!
18 de setembro de 2007
Day After
O trabalho corre com tranquilidade, mesclando momentos de sono, impaciência e tédio. Um arquivo teimoso insiste em dar errado toda vez que está prestes a ser fechado. Nada que um pedido de ajuda não resolva, mas mesmo assim dá vontade de deixar pra depois. O almoço é mais propício a andar pelas ruas em volta do prédio . É bom ver gente. Ainda que apenas pra comparar, medir, especular, treinar o olhar. É um daqueles dias em que se sente mais alheio de si mesmo do que seria possível. O abandono ao pensamento não impede que se vá ao banco, pagar uma conta, depositar um cheque. Claro que no caixa automático, pois esse é o máximo de fila que admite-se enfrentar. E o máximo de realidade que a sensação de flutuação no estar alheio permite sem desfazer-se.
A tarde transcorre após o almoço da mesma forma lenta, bocejando minuto após minuto. Quando se chega ao ponto de quase dormir, um copo d'água, uma conversa, um levantar da cadeira e uma olhada rápida no jornal ajudam a evitar o supremo prazer que seria esticar em qualquer lugar e tirar uma bela soneca de uma hora, uma hora e meia. Se o arquivo não desse errado com tanta insistência, certamente seria um dia mais alegre. Assisti o sol se despedir da cidade pela janela, e recebi a noite que se aproximava com certa serenidade. A cada momento esperei o trabalho escorrer para sua conclusão. O problema até foi resolvido, mas no fundo não era essa minha inquietação.
Sai por último, depois que todos já tinham saído. Tranca-se a sala... Caminha-se prazeirosamente até o ponto mais distante, pelo simples prazer de fazer o percurso de volta sentado e cochilando com abandono quase pagão. No confortável assento escolhido, chega-se a uma importante conclusão... Ir dormir tarde na noite anterior depois de ter bebido umas boas geladas, batido bastante papo e efetivamente se divertido... faz essas coisas com o dia seguite da pessoa. Pelo menos quando é meio de semana. Mas apesar de todo esse clima constatatório... Não há do que reclamar. Não mesmo. A creveja estava ótima.
A tarde transcorre após o almoço da mesma forma lenta, bocejando minuto após minuto. Quando se chega ao ponto de quase dormir, um copo d'água, uma conversa, um levantar da cadeira e uma olhada rápida no jornal ajudam a evitar o supremo prazer que seria esticar em qualquer lugar e tirar uma bela soneca de uma hora, uma hora e meia. Se o arquivo não desse errado com tanta insistência, certamente seria um dia mais alegre. Assisti o sol se despedir da cidade pela janela, e recebi a noite que se aproximava com certa serenidade. A cada momento esperei o trabalho escorrer para sua conclusão. O problema até foi resolvido, mas no fundo não era essa minha inquietação.
Sai por último, depois que todos já tinham saído. Tranca-se a sala... Caminha-se prazeirosamente até o ponto mais distante, pelo simples prazer de fazer o percurso de volta sentado e cochilando com abandono quase pagão. No confortável assento escolhido, chega-se a uma importante conclusão... Ir dormir tarde na noite anterior depois de ter bebido umas boas geladas, batido bastante papo e efetivamente se divertido... faz essas coisas com o dia seguite da pessoa. Pelo menos quando é meio de semana. Mas apesar de todo esse clima constatatório... Não há do que reclamar. Não mesmo. A creveja estava ótima.
13 de setembro de 2007
Uma crônica sobre nada.
Ele acorda meio moído, como se saísse aos poucos de dentro de um caminhão de frigorífico que despencou ribanceira abaixo. O despertador não quer saber de nada, e continua apitando freneticamente, como uma mulher mal-comida. Sem perceber, ele passa uns 5 minutos tentando ignorar o despertador, fazendo cara de "não tô nem aí". Estica o braço para abrir as persianas e deixar um pouco de luz entrar no quarto. Olha pro lado, vê a hora. Um minuto passa no visor. O vizinho de baixo já está em atividade. O rádio ligado, tocando um pagode que nunca deveria ter sido composto, de tamanha afronta que representa ao gênero musical. Por sorte a música está em seus momentos finais. Entra a locutora da rádio, dizendo que a rádio é um amor. Ele fica com vontade de mandar a rádio, o compositor da música e a locutora tomarem no cu. Com a homeopática dose de bom humor que esse pensamento lhe traz, ele se anima a levantar da cama.
Pega uma cueca na gaveta, liga seu próprio rádio e se dirige ao banheiro. No rádio, o programa de notícias com locutores metidos a engraçadinhos. Chega até a ser divertido porque os locutores parecem tão fora de contexto que chegam a ser divertidos. É como de um cara que conta uma piada sem graça mas que não percebe que estão rindo dele mesmo e não da piada.
Banho, barba, escovar os dentes, roupa. Esqueceram de avisar que ainda é primavera, maldito clima do Rio de Janeiro. Um sol que já denuncia um calor incômodo na hora do almoço aparece, tão insistente quanto o pagode que tocava no rádio do vizinho. Ele chega ao ponto de ônibus no horário de sempre, nem muito adiantado nem atrasado ainda, dependendo da boa vontade do trânsito de qualquer maneira. O ônibus demora o suficiente para fazê-lo ficar com vontade de pegar o executivo. Mas é besteira. Pagar mais caro, por um pouco mais de conforto, mas ainda assim chegando atrasado se o trânsito estiver ruim não vale a pena.
No ônibus, ele passa pela praia. A visão de um mar que reflete o azul do céu faz com que ele quase se sinta feliz. Não que não tenha seus motivos. Mas para se sentir feliz não basta o mar refletindo o sol. Precisa só um pouquinho mais.
Pega uma cueca na gaveta, liga seu próprio rádio e se dirige ao banheiro. No rádio, o programa de notícias com locutores metidos a engraçadinhos. Chega até a ser divertido porque os locutores parecem tão fora de contexto que chegam a ser divertidos. É como de um cara que conta uma piada sem graça mas que não percebe que estão rindo dele mesmo e não da piada.
Banho, barba, escovar os dentes, roupa. Esqueceram de avisar que ainda é primavera, maldito clima do Rio de Janeiro. Um sol que já denuncia um calor incômodo na hora do almoço aparece, tão insistente quanto o pagode que tocava no rádio do vizinho. Ele chega ao ponto de ônibus no horário de sempre, nem muito adiantado nem atrasado ainda, dependendo da boa vontade do trânsito de qualquer maneira. O ônibus demora o suficiente para fazê-lo ficar com vontade de pegar o executivo. Mas é besteira. Pagar mais caro, por um pouco mais de conforto, mas ainda assim chegando atrasado se o trânsito estiver ruim não vale a pena.
No ônibus, ele passa pela praia. A visão de um mar que reflete o azul do céu faz com que ele quase se sinta feliz. Não que não tenha seus motivos. Mas para se sentir feliz não basta o mar refletindo o sol. Precisa só um pouquinho mais.
9 de setembro de 2007
Porradas no baú da memória...

É engraçada a memória da gente. Às vezes a gente revira o baú e acha uns casos escabrosos e intrigantes, que quase foram fadados ao esquecimento, mas que um dia aparecem, e se mostram ainda tão cheios de mistério quanto no dia em que nos foram apresentados pela primeira vez. Do nada hoje, eu lembrei de um terrível.
Idos dos anos 80, madrugada, voltando de algum baile ou festinha, Marco, André e Demétrius, os Ferreira Brothers, irmãos mais velhos de um grande amigo meu de infância, estavam passando pela "dezesseis", uma rua comercial não muito movimentada nas madrugadas do centro da cidade. Dentre os sons da noite, puderam ouvir alguns xingamentos que uma voz masculina proferia...
-Piranha!!!!(seguido de um "ooof!")
-Vagabunda!!!! (seguido de outro "ooof!")
Diziam que o barulho parecia aquele efeito sonoro do desenho da Pantera-Cor-de-Rosa, de quando alguém estabacava-se no chão. E a cena se apresentou, com todo seu colorido Rodrigueano... Um cara desferia socos em uma mulher, ambos jovens e bem vestidos. Não precisou nem pensar, Marco deu um tapa na orelha, André meteu o pé no peito do cara, jogou ele de encontro à porta de metal de uma loja, e Demetrius enquadrou o meliante pelos colarinhos...
Fomos educados numa época em que a mãe da gente ensinava que em mulher não se bate de maneira nenhuma (tá, tudo bem, a não ser que estejamos pelados e isso seja fundamental para que ela consiga gozar, e ela peça muito... mas isso é outra categoria de bater, convenhamos).De qualquer forma, depois de devidamente separada a briga, o André já amparava a moça. Era loira, bonita mas estava quase verde por conta do socão no estômago.
-Que porra é essa, meu irmão? Tá maluco? Batendo em mulher?
-Me larga, maluco! Me larga que eu vou matar essa filhadaputa - esperneava - o doido.
Mais um pescoção e ele acalmou um pouco. Mas não parou de falar.
-Eu peguei ela na nossa cama com o nosso padrinho de casamento! Na cama! Eu mato essa filhadaputa!
Os Ferreira Brothers cansaram de ser compreensivos e já procuravam um jeito de chamar uma patrulha da polícia, enquanto pensavam se davam ou não mais uns tapas no vagabundo, quando decidiram que um corretivo pro mané não cairia mal enquanto a polícia não vinha pegar o pacote. Eis que depois de umas bolachas, ouve-se finalmente a voz da moça... já meio recuperada do trauma:
-Não bate nele nãaaaoooooo!!!
Empurrou os três pra longe do agressor... Ao som de um "mas que porra é essa?" que algum dos Ferreira Brothers (provavelmente o André) disse, o argumento definitivo:
-Pára! Pára! Larga ele!!! "Eu amo ele"!!! "Eu amo ele"!!! "Eu amo ele"!!! (sic)
Entreolharam-se os Ferreira Brothers, o inimaginável "eu amo ele" ecoando na noite. Largaram o cara, desanimados. Deram as costas e foram embora, como se nada houvesse acontecido. Desistiram de chamar polícia também. Nunca conseguiram chegar numa conclusão a respeito, mas algumas vezes eles suspeitam de que quando estavam quase virando a esquina, ainda conseguiram ouvir na distância, um "oooof" abafado. Vai saber, né?
5 de setembro de 2007
Um dia de Gato

Hoje o Vira-Latas ficou de rei... Foi almoçar no St. Peter's Market em Nikiti City, pra acompanhar a mana e o cunhado americano pra comerem "a melhor sardinha que já comi" (palavras do gringo)...
Antarctica Original, a já tradicional sardinha do mercadão... irretocável... isso pra abrir os trabalhos. Depois, um pampo grandão, em postas com arroz e pirão. Uma pimentinha esperta, e a sequência da cerveja. Fechou! Ô almoço bom... coisa de gente grande. Aproveitei a moleza da mana e do cunhado estarem pagando e paguei uma porção extra de sardinhas pra levarem pra nossa mãe lá na serra... Ela gosta muintcho... desde a primeira vez que veio aqui...
Daí, foi isso... Cheguei em casa, liguei o ventilador, e chapei igual sucuri que comeu boi...
30 de agosto de 2007
O Bom Vira-Latas não dá sopa pro azar
♪ O VL não morreu, foi ao inferno e voltou ♪... (bom... menos. Não digo inferno, digamos que apenas encontrei com o capeta no meio do caminho, mas tá valendo). Continuo no processo de isustentável leveza do meu ser canino... Ando meio apartado de certas coisas, por escolha própria, priorizei algumas coisas na minha vida e em cima dessa recente busca por sossego, algumas coisas legais estão acontecendo. Muito legais até.
Estou prestes a resolver um entrave de 3 anos de idade, uma coisa simbólica nada tão importante assim, mas de qualquer forma, algo que pode representar de forma (novamente)simbólica um passo adiante pra me livrar de uma velha vida, de uma velha pele, de uma velha carcaça, sei lá. Eu ando tão chato com essas coisas ultimamente, que até pensar demais em certas coisas tenho evitado. Desfilosofar é a palavra de ordem. É bom? É. Então tá bom. É ruim? É. Então obrigado, não quero. Simples assim.
Só que como não dá pra ser assim nem com tudo nem com todos, preferi aprender a lidar com isso primeiro, pra depois sair por aí socializando novamente. Mas não virei ermitão. E nesse papo de desfilosofia, tenho contado com uma ajuda maravilhosamente oportuna.
Agora, um recado pra patife da Ana: eu tenho certeza que tu ganhou na loteria, sua gaiata! Deixa quieto... quando a minha separação sair, eu vou voltar a jogar e ficar muito mais rico que tú!
Até mais ver
Estou prestes a resolver um entrave de 3 anos de idade, uma coisa simbólica nada tão importante assim, mas de qualquer forma, algo que pode representar de forma (novamente)simbólica um passo adiante pra me livrar de uma velha vida, de uma velha pele, de uma velha carcaça, sei lá. Eu ando tão chato com essas coisas ultimamente, que até pensar demais em certas coisas tenho evitado. Desfilosofar é a palavra de ordem. É bom? É. Então tá bom. É ruim? É. Então obrigado, não quero. Simples assim.
Só que como não dá pra ser assim nem com tudo nem com todos, preferi aprender a lidar com isso primeiro, pra depois sair por aí socializando novamente. Mas não virei ermitão. E nesse papo de desfilosofia, tenho contado com uma ajuda maravilhosamente oportuna.
Agora, um recado pra patife da Ana: eu tenho certeza que tu ganhou na loteria, sua gaiata! Deixa quieto... quando a minha separação sair, eu vou voltar a jogar e ficar muito mais rico que tú!
Até mais ver
21 de agosto de 2007
A Insustentável Leveza do Vira-Latas
Tem épocas na vida de um cachorro em que a gente fica meio alheio a tudo. Pára realmente pra pensar em valores, em círculos, em atitudes, em mudanças e em posturas a serem ou não tomadas. O que me desagrada é que justamente nesses períodos, parece que as pessoas esperam que ponhamos um outdoor ao nosso lado, escrito algo do tipo, "Desculpe o transtorno, estamos em obras".
E o pior é que muitas das vezes, as pessoas que mais esperam por ver o outdoor são a principal razão de entrarmos em reforma urbanística, ou vá lá, cachorrística mesmo. Tem muita gente que não entende que simplesmente tem dias que a pessoa não tá a fim de corresponder às expectativas de ninguém além das próprias, que já são carga suficiente pra carregar.
Mas, por incrível que pareça, pelo menos pra este canino que aqui late, é justamente nesses períodos estranhos que a vida acaba mostrando alguns caminhos inusitados... Por exemplo... Quem diria que em um período tão cheio de interrogações a pessoa vai descobrir que um pouco de "deixar as coisas seguirem seu ritmo" acaba sendo a melhor saída. Em vez de ficar esperneando pra forçar qualquer coisa acontecer, me concentrar em fazer as coisas pequenas direito, e não tentar ficar olhando o quadro todo antes dele estar pronto.
No fim, gastei esse papo todo pra dizer que muita coisa vai mudar em breve, mas não porque a barra está sendo forçada. Justamente porque o não forçar é que causa as revoluções. Pelo menos pra quem tem olhos pra ver. E se isso tudo aqui parecer um pouco incompreensível... Bom, é porque há desdobramentos e desdobramentos. Esse assunto ainda está longa de terminar
E o pior é que muitas das vezes, as pessoas que mais esperam por ver o outdoor são a principal razão de entrarmos em reforma urbanística, ou vá lá, cachorrística mesmo. Tem muita gente que não entende que simplesmente tem dias que a pessoa não tá a fim de corresponder às expectativas de ninguém além das próprias, que já são carga suficiente pra carregar.
Mas, por incrível que pareça, pelo menos pra este canino que aqui late, é justamente nesses períodos estranhos que a vida acaba mostrando alguns caminhos inusitados... Por exemplo... Quem diria que em um período tão cheio de interrogações a pessoa vai descobrir que um pouco de "deixar as coisas seguirem seu ritmo" acaba sendo a melhor saída. Em vez de ficar esperneando pra forçar qualquer coisa acontecer, me concentrar em fazer as coisas pequenas direito, e não tentar ficar olhando o quadro todo antes dele estar pronto.
No fim, gastei esse papo todo pra dizer que muita coisa vai mudar em breve, mas não porque a barra está sendo forçada. Justamente porque o não forçar é que causa as revoluções. Pelo menos pra quem tem olhos pra ver. E se isso tudo aqui parecer um pouco incompreensível... Bom, é porque há desdobramentos e desdobramentos. Esse assunto ainda está longa de terminar
1 de julho de 2007
Micro Conto
Não são ainda seis da manhã e a moça deixa o calor de seu lar. Os pingos da chuva caem irregularmente, como crianças soltas no pátio da escola. A grande cidade acorda, com a cara amarrada de seu sono mal dormido. Sua estrutura de concreto, asfalto e fumaça se remexe, sacode levemente e aos poucos inicia sua falta de sossego diária.
A moça segue seu caminho, reclamando para si mesma do frio que faz, sentindo falta da luz do sol, do calor, de um pouco de ar puro, de árvores, de cheiro de terra. À medida que vai se aproximando do trabalho, pensamentos mais agradáveis começam a povoar sua mente, lembranças de sorrisos,de um caso engraçado contado por um colega (ou aluno, ela não se lembra bem) ou mesmo de uma mensagem recebida. Um sorriso lhe vem. Aí o dia realmente começa. Nesse exato momento, a chuva começa a cair mais devagar.
A moça segue seu caminho, reclamando para si mesma do frio que faz, sentindo falta da luz do sol, do calor, de um pouco de ar puro, de árvores, de cheiro de terra. À medida que vai se aproximando do trabalho, pensamentos mais agradáveis começam a povoar sua mente, lembranças de sorrisos,de um caso engraçado contado por um colega (ou aluno, ela não se lembra bem) ou mesmo de uma mensagem recebida. Um sorriso lhe vem. Aí o dia realmente começa. Nesse exato momento, a chuva começa a cair mais devagar.
3 de junho de 2007
Vira Latas Responde
Perguntaram:
"Quem é o maior inimigo do povo brasileiro?"
O Vira-Latas respondeu:
Acho a questão complexa... mas passa pelo povo. O povo é gado. Foi criado pra ser assim e se mantém assim... Creio que pra chegar ao ponto de mudar uma coisa pra melhor, vai demorar um pouco ainda... Talvez nossos filhos ainda vejam alguma melhora... Nossos netos é provável, mas nós não testemunharemos isso ainda.
Quando o Brasil se tornou república, nasceu como nação, foi formatado a partir de um modelo monarquista que era em uma análise grossa, exatamente igual ao que temos hoje: Um Rei e sua família, cercado por uma pequena parcela da população que seria a sua nobreza e ministérios, e uma massa de 95% de gado que vive miseravelmente para sustentar os privilégios daqueles 5% da "nobreza".
Hoje, a nobreza é brasília... presidente, elite política e uns poucos grandes empresários, tanto urbanos quanto agrários, coronéis e donos de meios de comunicação.
E o resto "somos nozes", que de forma lamentável na esmagadora maioria, ficamos felizes com ter dinheiro pra comprar cerveja, fazer churrasco e dançar pagode e axé no fim de semana.
Usamos essas coisas como um sedativo, pra disfarçar nossa incapacidade de promover mudanças que afetem o "status quo" que interessa somente aos que fazem parte dos 5% que estão no topo da pirâmide.
"Quem é o maior inimigo do povo brasileiro?"
O Vira-Latas respondeu:
Acho a questão complexa... mas passa pelo povo. O povo é gado. Foi criado pra ser assim e se mantém assim... Creio que pra chegar ao ponto de mudar uma coisa pra melhor, vai demorar um pouco ainda... Talvez nossos filhos ainda vejam alguma melhora... Nossos netos é provável, mas nós não testemunharemos isso ainda.
Quando o Brasil se tornou república, nasceu como nação, foi formatado a partir de um modelo monarquista que era em uma análise grossa, exatamente igual ao que temos hoje: Um Rei e sua família, cercado por uma pequena parcela da população que seria a sua nobreza e ministérios, e uma massa de 95% de gado que vive miseravelmente para sustentar os privilégios daqueles 5% da "nobreza".
Hoje, a nobreza é brasília... presidente, elite política e uns poucos grandes empresários, tanto urbanos quanto agrários, coronéis e donos de meios de comunicação.
E o resto "somos nozes", que de forma lamentável na esmagadora maioria, ficamos felizes com ter dinheiro pra comprar cerveja, fazer churrasco e dançar pagode e axé no fim de semana.
Usamos essas coisas como um sedativo, pra disfarçar nossa incapacidade de promover mudanças que afetem o "status quo" que interessa somente aos que fazem parte dos 5% que estão no topo da pirâmide.
30 de maio de 2007
Vida, Gente, e uma coisa desconhecida chamada amanhã.

Um dia desses eu me peguei pensando se vai dar tempo de casar (de novo), ter filho, família, essas coisas todas. Fiquei meio puto com esse assunto. Cara, hoje eu não consigo mais pensar nisso. Não por não querer, ou por querer algo impossível ou muito difícil de realizar, mas por achar que é muita coisa. Ter controle dos eventos que cercam a nossa própria vida já é difícil, imagino fazer a coisa funcionar com tantos fatores externos atrelados. Sei que qualquer mané consegue casar, ter filho e fazer família, mas até aí eu não quero SER mané, nem ter filhos manés nem uma família mané.
Algumas vezes, as coisas ruins que acontecem na vida da gente ensinam a gente a correr mais, só que outras vezes, ensinam a gente a ter precaução também. Quando eu olho pras pessoas na rua hoje, eu já não vejo tantas possibilidades quanto eu via há um tempo atrás... Hoje eu vejo as pessoas, e só consigo enxergar gente que tem problemas... Uns com mais, outros com menos, uns com problemas que só afetam a eles mesmos, já outros com problemas que afetam a todo mundo à volta deles. Acabo viajando e deixando de pensar nisso pra não ficar mais chateado do que já ando normalmente.
Não digo que a dor da perda me assalte, porque pra mim, me livrar de algo ruim não é perda. Graças a Deus minha cidadania Geminiana me garante o salvo-conduto pra fora de uma relação podre com o mínimo possível de seqüelas. E antes que alguém diga que eu tenho sorte, deixo claro aqui que não tem um dia em que eu não dê graças ao Grande Parceiro lá em cima por ter me me mandado pro planeta já com esse software instalado. Agora, que mesmo não sofrendo, a sensação que dá é um certo "e aí?", bom, isso é.
Gente do meu signo tem fama de não-sentimental, mas isso é uma mentira da porra. Sentimentos há. Honestos pra caramba. Do tipo que quando você tem, que quando vc tá com a mulher e ela te faz sentir bem, e os dois tão bem, e tudo tá bem, FICA bem mesmo. Só que em volta de tudo, existe gente... E gente é o que complica a porra toda.
Cara, hoje eu nem sei o porquê do porquê da coisa. Não sei nem o fim do que vou escrever, nem sei o fim da história que eu estou escrevendo pra mim. Deve ser o disco do Gilberto Gil que eu tava ouvindo ainda há pouco. O pior é que eu começo a sentir aquela vontade de acabar logo esse capítulo pra ver se o próximo vem um pouco melhor.
Espero.
27 de maio de 2007
2.0: Da série "Cenas que Gostaríamos de Ver"
Publicado originalmente em: 27/04/2006
Eu sempre quis viver para ver o dia em que seria descoberto e publicamente exposto o criador de um desses famosos hoaxes. Não me surpreenderia se descobríssemos que a criatura (seria homem ou mulher?) fosse responsável pela criação não de um apenas, mas de vários desses famosos boatos que circularam nos últimos anos. Que catarse mundial seria saber que a caixa de mensagens do indivíduo iria ser invadida por milhões de emails, com uma diferença das farsas movidas a ctrl+c/ctrl+v criadas por essa pessoa: seriam todos autênticos, escritos linha por linha, na hora, inspirados pela vingança e pela sensação de "justiça sendo feita" de milhares de internautas do mundo todo.
Criariam-se sites e comunidades do tipo: "fulana, vc não tem coisa melhor pra fazer?", "eu odeio o fulano", "fulano, devolva meu tempo perdido". Circulariam imagens do cara (ou da mulher) travestido(a) via photoshop de todas as formas possíveis e imagináveis de sacanagem humilhativa. Em vez de 15 minutos de fama, o "hoaxer supremo" seria alvo de sacanagens para o resto de sua vida, virtual.
E por um breve período, saberiamos como é um mundo virtual sem tantas mensagens de "pessoas que já morreram", "ovos de barata na lingua de alguém", "serviços gratuitos que passarão a ser pagos", "A Ericsson e a Nokia estão distribuindo celulares grátis","A Nestlé enviará um cesta com produtos se você reenviar o e-mail para 15 pessoas" e coisas do tipo...
Sonhar não custa nada.
Eu sempre quis viver para ver o dia em que seria descoberto e publicamente exposto o criador de um desses famosos hoaxes. Não me surpreenderia se descobríssemos que a criatura (seria homem ou mulher?) fosse responsável pela criação não de um apenas, mas de vários desses famosos boatos que circularam nos últimos anos. Que catarse mundial seria saber que a caixa de mensagens do indivíduo iria ser invadida por milhões de emails, com uma diferença das farsas movidas a ctrl+c/ctrl+v criadas por essa pessoa: seriam todos autênticos, escritos linha por linha, na hora, inspirados pela vingança e pela sensação de "justiça sendo feita" de milhares de internautas do mundo todo.
Criariam-se sites e comunidades do tipo: "fulana, vc não tem coisa melhor pra fazer?", "eu odeio o fulano", "fulano, devolva meu tempo perdido". Circulariam imagens do cara (ou da mulher) travestido(a) via photoshop de todas as formas possíveis e imagináveis de sacanagem humilhativa. Em vez de 15 minutos de fama, o "hoaxer supremo" seria alvo de sacanagens para o resto de sua vida, virtual.
E por um breve período, saberiamos como é um mundo virtual sem tantas mensagens de "pessoas que já morreram", "ovos de barata na lingua de alguém", "serviços gratuitos que passarão a ser pagos", "A Ericsson e a Nokia estão distribuindo celulares grátis","A Nestlé enviará um cesta com produtos se você reenviar o e-mail para 15 pessoas" e coisas do tipo...
Sonhar não custa nada.
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