7 de outubro de 2008

Após o Stress...

Bom, passou o período de intensidade trabalhística. Passou o stress que acomete o escritório toda vez que pinta evento grande com muita peça pra produzir. E desta vez, além do prazer do dever cumprido, a velha vida dura , feia e boa de porrada desse vira-latas que vos escreve se encarrega de me deixar com uma nova amiguinha: uma provável gastrite.

Reúnam 3 semanas de prazos apertados, trabalho até as 22:00 como rotina, péssima alimentação em horários nada recomendáveis, clientes que já não entregam mais materiais aos 45 do segundo tempo... não, isso é coisa do passado (a onda agora é entregar quando o juiz já apitou o fim do jogo, e os jogadores já estão no chuveiro, acreditem se quiserem). Com isso tudo nas mãos, é claro que a experiência científica a que se convencionou chamar de "minha vida" iria apresentar alguma anormalidade em algum momento, isso é evidente.

Bem, foram 3 crises do tipo, acordar no meio da madrugada e perambular pela casa como um fantasma simplesmente porque dói menos que ficar sentado ou deitado. E olha que eu nunca pensei que iria achar o termo "rolar na cama" algo ruim. Sorte do au-au aqui que o plano de saúde que o pessoal lá do trabalho colocou recentemente, apesar de ainda em período de carência, já autorizava atendimentos emergenciais.

Na terceira crise, não teve jeito. Nem andar, nem pular, nem meter o dedo na garganta e vomitar até as tripas... Corri prum endereço que me deram lá no centro levando a cópia do contrato do plano e fui atendido. A garota que me aplicou a IV era bonitinha. Pegava toda hora. Depois que o negócio fez efeito, eu dormi lá, sentado numa salinha... encostado na parede. Agora, é marcar um médico pra depois do vencimento da carência e ver qual é o nome do treco que eu tenho.

Façam suas apostas, senhores... Tá valendo de gastrite até câncer de estomago (Deus me livre), passando por dispepsia, úlcera estomacal, e outros bichos mais ferozes... Bom, só depois da famigerada (e aparentemente inevitável) endoscopia eu vou saber mesmo qual é o prêmio.

Mas nem tudo são dores na vida do VL... Tem coisas boas acontecendo, mas isso eu vou contar depois!

8 de setembro de 2008

Trabalhando que nem cachorro...


Porque eu não tenho vindo aqui? Tô trabalhando que nem um cão.

21 de agosto de 2008

Falta de Educação dá nisso...

Deu n'o Globo (pra ser mais exato na coluna Gente Boa do Joaquim Ferreira dos Santos):

"A Secretaria Estadual de Educação firmou parceria com a Furacão 2000 (!!!) e vai lançar um festival de funk (!!!) para alunos da rede pública. Finalistas mostrarão as músicas-sempre com temas ligados à sexualidade na adolescência-em bailes matinê. Tereza Porto, a secretária de educação que promove o concurso, começa a se ambientar (!!!) no assunto. Sábado, vai ao baile no Castelo das Pedras: "Quero me informar (!!!) e estudar a linguagem (!!!)".

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Observação: os "(!!!)" não são originais do texto, mas sim frutos da perplexidade deste que vos escreve.

11 de agosto de 2008

Um Ladrãozinho Safado, um Falso Ladrão...

Desde sempre eu afirmei que o vira-latas é um sobrevivente. Que é uma criatura que já veio ao mundo num contexto desconfortável, onde a luta diária é muito mais acirrada. Desde sempre eu afirmei que apenas quando consegue crescer e se desenvolver nesse contexto que também é desfavorável, o vira-latas pode se permitir ao prazer de ter escapado uma ou outra vez de situações vexatórias, perigosas ou complicadas.

Hoje o Vira-Latas escapou mais uma vez... Estava esse humilde canino que vos escreve na sua condução diária, voltando pro meu beco do outro lado da poça. Presidente Vargas, um pouco antes da Central, sentido Leopoldina. Estava olhando as mensagens no celular e o ônibus se aproximou do canteiro mais central da avenida.

Não sei o que foi mais rápido... o espírito ruim do cara que tentou roubar meu aparelho metendo a mão pela janela, ou o milésimo de segundo em que consegui sentir a aproximação do malandro pela lateral do ônibus. Um flash de pensamento passou pela minha mente, algo do tipo... "não acredito que esse palhaço vai tentar roubar meu celular"... e eu vi quase que como em câmera lenta, aquela mão entrando pela janela... e antes disso, a minha mão apertando o aparelho com mais força, evitando assim que ele conseguisse tirar o celular....

A moça do banco de trás percebeu e me perguntou, eu disse que o cara tentou. Ainda deu tempo de fazer o melhor... coloquei a cara pra fora da janela, e vi o malandro já mais pra trás no calçadão, e ele olhou pra trás. Não pensei duas vezes: meti o dedão pra fora e mandei-lhe um belo "fuck you". O povo do ônibus comentava, ouvi uns "bem feito, não conseguiu" "que absurdo" "cadê polícia" e por aí vai . Comentei com o motorista (eu estava bem no início do carro) que minha vontade era ter prendido o braço do meliante, e fazer ele dar um passeio de buzum. Até Niterói...

Mas não. Baixou a calma, me senti tão bem de ter mandado ele digamos, graficamente se fuder - e de claro, não ter perdido meu celular pra um ladrãozinho mané-, que valeu a pena deixar aqui o registro. Salve Jorge... até nisso ele me defende!

8 de agosto de 2008

Trocadilho Podre

Vira latas ouvindo o CD dos Secos e Molhados:
♫ Meu sangue latindu-úúúú... Minha alma canina-aaa...♪

O gatilho mais rápido do oeste não tem paz


Eu não posso beber meu whisky em paz no bar do Irish Willie, já não posso jogar poker com o Dakota Bill e os rapazes, não posso mais acampar em Fall River. Eu não posso ir até a casa de banhos do Mr. Cheng, não posso ir até o saloon da Ellie Mae. Nem mesmo ir visitar o rancho do velho Morgan ou aparecer na tribo do meu velho amigo Twenty Crows, aquele índio safado. Eu não posso mais nem mesmo aparecer na casa de tolerância da Srta. DuBois. Sempre tem algum bastardo querendo me desafiar para um duelo. Quase todos os dias eu tenho que derrubar mais um. O problema é que o tempo passa, e eu estou não estou ficando nem menos velho, nem menos lento. Um dia desses, um desses malditos garotos perseguindo a fama vai conseguir me pôr uma bala no estômago, e aí o que vai me restar? Uma cova? Um enterro decente? Vou dizer-lhes uma coisa. Ser o melhor às vezes pode ser uma merda. Um balde cheio de merda.

Ele cospe no chão, bem na bota do repórter, que olha desanimado ao mesmo tempo que esfrega a bota no chão de terra. Um texano grande e mal-encarado para na frente dos dois e olha com cara de desafio:
-Ao pôr do sol, McAllister... eu e você, em frente ao saloon.
Um grunhido como resposta. O texano volta pra perto dos seus capangas que riem. McAllister e o repórter continuam andando, o primeiro murmura com profundo desânimo:
-Pode ser hoje, rapaz. E pode não ser hoje. Mas é como eu lhe dizia, um balde cheio de merda.

A Própria lmagem já Diz

7 de agosto de 2008

Os Mineirim!!!


Eu não nasci lá, nem morei lá. Mas parte da minha família veio de lá, e o meu gosto pela comida de lá me faz pensar que em alguma parte do meu código genético, tem algumas letras dedicadas a Minas Gerais. Encontrei algumas anedotas bem mineirescas, bem temperadas "iguarzim a cumida di lá", que me deram vontade de pôr aqui...
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A SUTILEZA MINEIRA


O cumpadi, tava há muito tempo de olho na cumadi que morava no sítio vizinho. Aproveitando a ausênça do cumpadi, resolveu fazê uma visitinha para ver se ela não carecia de arguma coisa... Chegando lá, os dois meio sem jeito, não estavam acostumados a ficar a sós... nem a ficar trocando dedo de prosa... tenta daqui, tenta dali, falaram sobre o tempo....
- Será qui chove, cumadi?
- Pois é... Tá mei fei, né...
Ficô um grande silênço.....
Aí, o cumpadi si enche di corage e arresorve quebrá o gelo:
- Cumadi....qui qui ocê acha: nóis trepemo ou tomemo um café?
- Ah, cumpadi...cê mi pegô sem pó.....

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MUIÉ É BICHO À TOA 1

Os dois cumpades pitavam o cigarrim de paia e prosiavam. Um dêis pergunta:
- Ô cumpadre, cumé que chama mesmo aquela coisa que as muié tem (faz um sinal com as duas mãos), quentim, cabeludim, que a gente gosta, é vermeia e que come terra?
- Uai...quentim... vermeia..? A gente gosta? Uái sô, só pode ser xoxota. Mas eu num sabia que comia terra, sô!!
O outro dá uma pitada no cigarro, e arresponde mei desconsolado:
- Pois come, cumpadre. Só di mim, cumeu treis fazenda.

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MUIÉ É BICHO À TOA 2

O velho fazendeiro do interior de Minas está em sua sala, proseando com um amigo, quando um menino passa correndo por ali.Ele chama:
- Diproma, vai falar para sua avó trazê um cafezim aqui pra visita!
E o amigo estranha:
- Mas que nome engraçado tem esse menino!! É seu parente?
- É meu neto! Eu chamo ele assim causo de que mandei minha fia estudar em Belzonte e ela vortou com ele!

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MUIÉ É BICHO À TOA 3

Dois mineirim pescando (e filosofando) na beira do riacho:
- Cumpadi, muié é bicho estranho, num é mêsss???
- Causdiquê, cumpadi?
- Uai, ocê veja, Num gosta di pescá.... Num gosta di futebor... Num sabi contá piada... Num toma umas pinguinha....
- Óia, cumpadi é bem verdade... Võ dize mais procê... Acho que si num tivesse xoxota, eu nem cumprimentava.

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NA CAMA COM O MINEIRIM

Um mineirim bom de cama, passando por New York, pega uma americana e parte pros finalrementes. Durante o bem-bão, o mineirim faz a americana gozá qui nem uma doida. O Trem tava bom dimais da conta, então a americana fica louca e começa a gritar:
- Once more, once more, once more...
E o mineirinho responde desesperado sem sabê pur causo di quê que a doida tava preguntando aquilo:
- 'Beraba!!!! 'Beraba!!!!! 'Beraba!!!!!!!

Feminismo à Brasileira


A União Internacional das Mulheres resolveu fazer uma experiência durante um ano para medir a capacidade de persuasão que as mulheres de diferentes países exercem no lar. O teste seria feito durante o período de um ano com uma francesa, uma americana, uma australiana e uma brasileira. No ano seguinte elas se reuniriam em um novo seminário para comprovarem os resultados. Pois bem. Possou-se um ano e lá estavam as mulheres reunidas no seminário da UniãoInternacional das Mulheres:
- Chamo ao palco a representante francesa. - Disse a presidenta do congresso.
- Então, minhas colegas, cheguei em casa após aquela reunião do ano passado e disse ao meu marido: “Não cozinharei mais dentro dessa casa”! - Afirmou enfaticamente a representante Francesa.
- E o que aconteceu? O que aconteceu? - Perguntava a platéia feminina presente no seminário.
- Bem, no primeiro dia eu não vi nada. No segundo também não vi nada. No terceiro dia ele começou a comprar comida fora. Em um mês ele percebeu que seria mais viável contratarmos uma cozinheira. E hoje, nós somos donos de uma das maiores redes de restaurantes da França - Concluiu a francesa. E a platéia foi ao delírio com o resultado.
- Agora chamo ao palco a companheira americana. - Convocou a presidenta.
- Amigas presentes, vos digo que cheguei em casa após aquela reunião do ano passado e disse ao meu marido:“Não lavarei mais roupas dentro dessa casa”. - Disse a americana.
- Ohhh! - Exclamou a platéia, esperando uma resposta.
- Bem, no primeiro dia eu não vi nada. No segundo também não vi nada. No terceiro dia ele começou a levar a roupa para uma lavanderia. Em um mês ele percebeu que seria mais viável contratarmos uma lavadeira. E hoje, nós somos donos de uma das maiores redes de lavanderia dos Estados Unidos. - Respondeu a americana.
E na platéia umas gritavam de êxtase com os resultados, enquanto outras discutiam animadamente os reflexos que aquelas experiências podiam trazer à sociedade...
- Agora chamo a companheira australiana- convocou a presidenta.
- Bem, cheguei em casa após aquela reunião do ano passado e disse ao meu marido:“Não cuidarei mais das crianças nessa casa”. - Disse a australiana.
- Ooohhhhh! - Gritava mais ainda a platéia esperando a resposta.
- Bem! No primeiro dia eu não vi nada. No segundo também não vi nada. No terceiro dia ele tentou cuidar das crianças matando o trabalho. Em um mês ele percebeu que seria mais viável contratarmos uma babá. E hoje, nós somos donos de uma das maiores redes de baby sitter da Austrália. - Respondeu a australiana. A platéia exultava, aos prantos de tanta emoção e conquista com todos esses resultados.
- Por último eu chamo agora ao palco a companheira brasileira. - Convocou a presidenta.
- Bem, cheguei em casa após aquela reunião do ano passado e disse ao meu marido:“O negócio é o seguinte, Waldemar: não lavo mais, não passo mais, não cozinho mais e nem cuido mais das crianças nessa po##@ dessa casa”. - Exclamou a brasileira. As companheiras de platéia ficaram impressionadíssimas com o radicalismo da companheira brasileira, já comemorando com o que seria a resposta.
- E o que aconteceu? – Perguntou a presidenta, tomada pela curiosidade.
- Bem, no primeiro dia eu não vi nada. No segundo também não vi nada. No terceiro, ainda nada. No quarto dia, quando os meus olhos começaram a desinchar . . .

14 de julho de 2008

A Palavra Mais Rica da Língua Portuguesa...



Recentemente recebi por e-mail um texto que afirmava que o vocábulo mais rico da língua portuguesa seria a palavra MERDA. E não é que esta versátil palavra pode mesmo ser considerada um coringa da língua portuguesa????

Vejam os exemplos a seguir:

1) Como indicação geográfica 1:
Onde fica essa MERDA?

2) Como indicação geográfica 2:
Vá a MERDA!

3) Como indicação geográfica 3:
17:00h - vou embora dessa MERDA.

4) Como substantivo qualificativo:
Você é um MERDA!

5) Como auxiliar quantitativo:
Trabalho pra caramba e não ganho MERDA nenhuma!

6) Como indicador de especialização profissional:
Ele só faz MERDA.

7) Como indicativo de MBA:
Ele faz muita MERDA.

8) Como sinônimo de covarde:
Seu MERDA!

9) Como questionamento dirigido:
Fez MERDA, né?

10) Como indicador visual:
Não se enxerga MERDA nenhuma!

11) Como elemento de indicação do caminho a ser percorrido:
Por que você não vai à MERDA?

12) Como especulação de conhecimento e surpresa:
Que MERDA é essa?

13) Como constatação da situação financeira de um indivíduo:
Ele está na MERDA...

14) Como indicador de ressentimento natalino:
Não ganhei MERDA nenhuma de presente!

15) Como indicador de admiração:
Puta MERDA!

16) Como indicador de rejeição:
Puta MERDA!

17) Como indicador de espécie:
O que esse MERDA pensa que é?

18) Como indicador de continuidade:
Tô na mesma MERDA de sempre.

19) Como indicador de desordem:
Tá tudo uma MERDA!

20) Como constatação científica dos resultados da alquimia:
Tudo o que ele põe a mão vira MERDA!

21) Como resultado aplicativo:
Deu MERDA.

22) Como indicador de performance esportiva:
O Fluminense não está jogando MERDA nenhuma!!!

23) Como constatação negativa:
Que MERDA!

24) Como classificação literária:
Êta textinho de MERDA!!!

25) Como qualificação de governo:
O governo Lula só faz MERDA!

26) Como situação de 'orgulho/metidez' :
Ela se acha e não tem 'MERDA NO CU PRA CAGAR'!

27) Como indicativo de ocupação:
Para você ter lido até aqui, é sinal que não está fazendo MERDA nenhuma!

1 de julho de 2008

Entreouvido nas Ruas da Cidade

"Chega o fim-de-semana, o espírito do trabalhador sai do corpo. Quando ele volta na segunda-feira, encontra uma matéria estragada"

9 de junho de 2008

Etapas da Bebedeira - Edição Revista e Ampliada

Etapa 1 - O Sabe-Tudo
É quando você se torna um expert em qualquer assunto. Você se torna um ser de tanta sapiência que é impossível não querer exibi-la para todo mundo, então qualquer pessoa que te der ouvidos será instantaneamente convertida numa testemunha do quanto você é sábio. Nesta etapa você estará sempre certo, e a pobre pessoa com quem você conversar estará sempre errada. Você será capaz de conversar durante horas sobre o mesmo assunto só para convencer a pessoa de que você está certo e ela não. O mais interessante acontece quanto a outra pessoa estiver no mesmo estado que você, ou seja, se achará um expert também. Aí você tem duas pessoas conversando -ou melhor, discutindo- um assunto sobre o qual nenhum dos dois sabe absolutamente nada, mas ambas convencidas que sabem e ainda se julgando autoridades no assunto. Normalmente a cena se torna uma ótima diversão para aqueles que têm a oportunidade de assistir tal “conversa”.

Etapa 2 - O Lindão
É quando você se convence de que é a pessoa mais atraente de todo o recinto. E se convence também de que todas as mulheres estarão olhando para você. Você começa a piscar para mulheres que você nunca viu antes e as chama para dançar porque obviamente elas estavam te olhando a noite inteira e porque você dança extraordinariamente bem. Você é o centro das atenções, e todos os olhos estão voltados para você porque você é a coisa mais linda na face da Terra. Agora lembre-se de que você ainda é o sabe-tudo, portanto pode conversar com a mulher que estava te olhando sobre todo e qualquer assunto imaginável. Não basta a sua sabedoria indescritível, ela não irá resistir à sua beleza, o que faz com que você não tenha nenhum pudor em dizer pra ela todas as coisas que pretende fazer depois que ela inevitavelmente for pra cama com você, porque afinal, você é inteligente e lindão, enfim... um ser irresistível.

Etapa 3 - O Rico
É quando você subitamente se torna a pessoa mais rica do mundo. Você pode comprar bebida para todo mundo e colocar na sua conta, porque obviamente você tem um cartão de crédito cujo céu é o limite. Você também pode fazer apostas nesta etapa. Pois como você é o sabe-tudo, você ganhará qualquer aposta. E você não tem idéia de quanto dinheiro está apostando, porque você tem todo o dinheiro do mundo. Então você começa a comprar bebidas para todas as pessoas do lugar que estavam te olhando porque agora você é o cara mais sabido, mais lindão e charmoso e como se já não bastasse, mais rico daquela bosta de lugar!!!

Etapa 4 - O Indestrutível
Agora fudeu! Você pode arrumar briga com as pessoas que você estava apostando porque nada pode te machucar. Neste ponto você chamará o namorado da mulher que estava te olhando a noite inteira e o desafiará para uma aposta. Você se achará inclusive no direito de cantar e até de passar a mão na mulher desse cara, porque afinal, você é lindo e rico, e tem cabimento uma gata dessas estar perdendo tempo com um perdedor como ele, e não com você. Você não se preocupará se perder a aposta, porque você sabe tudo, tem todo o dinheiro para cobrir a aposta e obviamente ganhará a briga que acontecerá caso o namorado da mulher fique puto com você, o que certamente vai acontecer. Ah, ele é mestre de Jiu-Jitsu, Krav-Magá ou alguma arte marcial qualquer? Não importa, você é o indestrutível e bate nele fácil, fácil.

Etapa 5 - O Invisível
É a etapa final da bebedeira. Neste ponto você pode fazer absolutamente qualquer coisa porque ninguém pode te ver. Você pode dançar em cima da mesa para impressionar as pessoas que estavam te olhando a noite inteira, porque o resto das pessoas não pode te ver. Você também está invisível para o namorado daquela mulher, aquele com quem você brigou minutos antes. Você pode caminhar pelas ruas cantando no maior volume possível (porque é claro, você ainda é o sabe-tudo e é perfeitamente afinado) e ninguém fará nada porque ninguém pode te ver. Toda a sua timidez se foi. Você pode fazer qualquer coisa porque ninguém saberá. E com certeza você não se lembrará.